até que não está mau de todo…

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Levando a origem ao destino

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Dizem-no uma bela homenagem a Oslo, um fresco evocativo de gentes e ruas. Calha hoje no avião, forma de levantar ao destino o ponto de partida.

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Julian Green sobre o Trocadero (quanto à ética republicana é omisso)

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Quase à vista da boca do fjord, o amanhecer a revelar o cinzento brumoso do mar, lia (como é meu hábito) os blogs, findo o turno e depois da religiosa passagem pela câmara de descompressão.

Vem a colega e senta-se, e como só dirá mais tarde, na minha ausência e a respeito da disciplina física intransigente “este agora nesta idade é qu’anda armado em Tarzan”, saca do assunto do dia que as notícias da manhã regorgitam para seu deleite e diz: ” …’tão o dos corninhos lá vai ser chamado ao parlamento?”

Velho, não só para armar em Tarzan, sorrio. Coisa feia. Quando o edifício da ética republicana desaba. “De que é que tás a rir?”

Respondo, enigmático, que do velho Trocadero. Da demolição do Trocadero no belo e desconcertante Paris de Julian Green que de pouco valeria a pena mencionar-lhe:

S’il est vrai qu’on a démoli le Trocadero san que l’orde exprès en ait été donné, il faut croir que le colosse a été vaincu par la seule puissance du mépris général et que la pensée de plusieurs millions d’homes peut être aussi forte que la signature d’un ministre.

 

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Les mangeurs d’étoiles

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No restaurante, ao jantar, a televisão passava a reportagem com o interrogatório de Sócrates. Pouco ouvi, no meio do burburinho, das tiradas e dixotes dos das mesas ao lado. Estrelas que dão nisto. A chacun son étoile selon sa faim

Como de tudo algo se aproveita, viajando para Oslo no dia seguinte apenas com bagagem de mão, fui à estante e tirei a velha novela pícara de Romain Gary; Les Mangeurs d’Étoiles. Que é, como se sabe e re-sabe, a estória de um mascafonso índio cujon que por artes e truques (e uma admiração pelo Diabo que na sua opinião governa o mundo – não Deus), fascinado por ilusionistas e artistas de vaudeville chega ao poder num Estado da América do Sul. José Almayo, el lider maximo. Amado obsessivamente, por sua vez, por uma americana modernaça e dada à cultura (faites la liaison) que se desunha a tentar modernizar o país e as mentalidades.

O resto da literatura, farnel de viagem para duas semanas a bordo, pousada na mesa do quarto Halvbroren (romance de Lars Saabye Christensen) do Cochs Pensionat onde o romancista era hóspede frequente, veio grátis, numa curta paragem num sítio do município de Oslo, ali a Mayorstuen (no rés-do chão dos dísticos verdes), que tem para dádiva aquilo que alguns não querem e lá deixam. Entre outras coisas, livros. É ali que, desde há algum tempo, parcialmente me abasteço de livros. É escolher do que há. Com pouco risco de lá encontrar um dos meus colegas portugueses a competir pelos melhores alfarrábios. Que nem de graça os querem. Mas isto, como o exposto em supracitado proclama, a chacun son étoile selon sa faim

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Ler os outros (da liberdade)

A liberdade não se faz com ordenados de 600 euros, por Patrícia Reis no Delito de Opinião.

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Ler os outros

De Alfarrabistas e livrarias que fecham, por  José Catarino no (um dos estimadíssimos blogs cá de casa) Viajante no Tempo. 

 

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Dia em cheio

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Fez a festa no passado sábado, pra cá e pra lá na caixa do tractor. Ladrando de excitação e contentamento todo o caminho. Só um biscoitinho de prémio à primeira viagem e fiquei com colega de limpar florestas e ir por lenha.

Daí a umas horas foi comigo à apresentação do livro de Henrique Fialho no Museu Malhoa (prometi-lhe que se continuar a ir a eventos literários lhe mudo o nome pra pita com dois tês).

E finalmente, foi pela primeira vez ver o mar. Novamente, uma festa. Pauzinhos dados à costa,

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Correria,

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Escavações,

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E na volta para casa, extenuado, já abastecido de comida e água, no banco do passageiro dormiu como um justo.

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