O “peso” e o politicamente correcto

Foi sem intenção mas o título do último post é passível de censura pelos valores do politicamente correcto ao referir-se ao “peso” na coligação governamental, dado a avantajada corpulência das principais senhoras do governo.

Pouco preocupado com isso, extremamente crítico da orientação política de direita bem como do que ele considera a destruição de valores tipicamente noruegueses – como a igualdade e a solidariedade – por parte das ditas senhoras, com a sua promoção da ganância e ambição de bens materiais* como valores supremos na sociedade, amigo próximo chama-lhes simplesmente, de forma acintosa,  flesk brigaden. “A brigada do toucinho”.

*Diz-se frequentemente “sitte på flesket” (sentar-se no toucinho) para designar ganância, egoísmo, pouca preocupação com as necessidades dos outros.

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Baixa de peso na coligação governamental norueguesa

Siv Jensen anunciou hoje (episódio sem precedentes na política norueguesa, como afirma o politólogo Johannes Bergh ao Dagsavisen) que o Frp se retira formalmente da coligação governamental norueguesa de direita, cujo principal partido é o Høyre (Direita) de que é líder a actual chefe do governo Erna Solberg. Na aparência, um pequeno incidente motivou o abandono. O repatriamento de uma mulher paquistanesa – catalogada como terrorista, casada com um militante da organização Estado Islâmico – e dos dois filhos, um dos quais gravemente doente. O Frp opunha-se por princípio à repatriação da mulher, dando-lhe estatuto de inimiga e advogando tratamento em consonância. Notícia em inglês aqui.

É também um sinal inequívoco de que o tema dos refugiados e das populações percebidas como “estranhas” ao corpo da nação, por nacionalidade de origem ou por orientação religiosa, é um tema que mais e mais marca a agenda dos países norte-europeus e colhe (ou faz perder) votos e peso político.

 

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Divertimento matinal

Não é pra ser mauzinho; contudo, na ronda matinal a passar os olhos pela imprensa de hoje, é capaz de ser uma experiência recreativa levar na memória esta pequena e divertida introdução de Seixas da Costa.

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Ups!

Irresponsabilidade, ressabiamento, desrespeito pelas instituições e pelo dinheiro dos outros, radicalismo, estalinismo, totalitarismo de esquerda, Apocalipse, fim da western civilization! 

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Distâncias, lições campónias

Há anos, censurava-me um colega por não o ter defendido. Em bar alemão, estando o navio em doca e desandando o pessoal prá cidade, pela enésima vez, deu-lhe pra cobiçar a mulher do próximo, para ele sempre as mais atraentes, topo da escala.

O alemão que acompanhava a beldade e não esteve plos ajustes, arranjou-lhe lavoura (justíssima) na tromba com uma caneca de cerveja que só visto. Vi-me censurado depois por não ser guardião da ordem e da justiça e só não me vi declarado culpado e inimigo porque lhe omiti a opinião sincera: que a rápida sentença e execução da pena pelo outro tinha sido justa e pedagógica.

No navio onde trabalho, estranham sempre que eu não participe nos jantares de natal ou nas festas de tripulação, preferindo ou a costumeira ida ao ginásio ou a leitura de um livro.

Explico e desculpo-me com a criação de rapaz do campo; há duas coisas de que é prudente guardar uma certa distância: de animais no cio e de árvores em queda.

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Inventa aí um verso. Um verso bem louco

De Otto Leopoldo Winck em aedoscuritibanos,

Inventa aí um verso. Um verso bem louco.

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O castelo, a paisagem e o cheiro

Neuschwanstein. Outono, viagem de Munique, tempo claro. Ventoso, na auto-estrada saraivadas de folhas douradas arrastadas dos bosques compunham um cenário de filme.

Depois, já em estrada local, a paisagem inacreditável, o vale, as montanhas ao fundo, os lagos, o castelo. Tudo se conjugava para a viagem perfeita, o período ideal do ano para admirar uma das mais celebradas paragens do mundo. Quase tudo, enfim…

Era também a altura do ano em que se fertilizavam os solos com estrume. A visita ao castelo, a natureza circundante, a estadia num chalet de madeira de bonita construção, tudo era vencido por um cheiro a merda de vaca a que nada, nem janelas nem paredes, parecia obstar.

Apresentaram-nos hoje uma paisagem parasidíaca, arquitectura orçamental e financeira de génio. Protestam uns e outros e outros ainda

Para a maioria, público em geral ou outra designação qualquer, tal como eu em Neuschwanstein, impotente de alterar o que quer que fosse, resta voltar costas ao assunto e tentar ignorar a ubiquidade do cheiro a merda.

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