Cem anos que eu viva

não ei-de entender o fascínio dos barrigudos, tocinhentos, adiposos, pela merda da bola e pelos desportos de sofá… passo por isso para lá do canal de Hamburgo, vou por umas dezenas de kms no campoIMG_20160831_121826

estradas de luxo,

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aldeolas de encantar,

IMG_20160831_115741 dia perfeito no norte alemão.

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Boxing in the early morning

Deixando boxear o boxer (gasolina mal precisa, oficina nem falar) estradinhas matinais, caminho do mar…

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Para n@o passar a vergonnha de ser tomado por bernardo direitolas

E  ano após ano ler a biografia do Churchill,

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Citando o já citado

Isto do caso Rocha Andrade faz-me bater com os olhos nas figuras, ou tipologias, do costume. E lembrar (como seria bom esquecê-lo) o trecho de Fialho de Almeida citado por Rentes de Carvalho na última das notas soltas que acompanham o mais recente romance:

“É pena que o tom vitriólico da crítica de Fialho de Almeida (1857-1911), n’Os Gatos, à política, às instituições e à sociedade do seu século não tenha encontrado seguidores.

Em parte compreende-se. no tempo e tipo de sociedade em que vivemos são em demasia as cumplicidades, excessivas as cautelas, mais depressa se leva pena de prisão por um adjectivo do que por uma fraude, arrisca-se uma gracinha e adeus emprego.

Assim, da esquerda à direita são tudo punhos de renda, mãos de veludo, sabres de papelão, piruetas e malabarismos. Sobre os senhores que hoje mandam, nenhum colunista, cronista, analista e os mais istas de serviço mostra tê-los suficientemente no sítio para pintar retratos comparáveis aos que fez o homem de Vila de Frades:

«[…] assombra o predomínio que o tipo estúpido começa a ganhar na compostura (exterior pelo menos) dos nossos grandes funcionários! há uma mistura de porco e cão de fila, de malandro e de títere, em muitas daquelas faces de primeiros oficiais de secretarias, de governadores civis, de tenentes-coronéis, de generais, de bispos, de  deputados, de conselheiros d’estado e de ministros. Por sobre as golas das fardas, dos colarinhos altos de cerimónia, das voltas roxas e dos grilhões simbólicos das sociedades sábias e das ordens militares, as papadas oleosas dizem nutrições prevaricadas, apoplexias de bílis odienta, intrigas rábidas e satiríases secretas d’amor e vinho a horas perigosas… É ver-lhes o riso, uma careta, estudada ao espelho, para cada efeito cénico da vida; ouvir-lhes as vozes, de galãs professos ou pais nobres, destilando palavras maravilhosas, mas sem repercutir jamais sinceridades; e surpreendê-los por fim quando a máscara lhes tomba, e por detrás do cortesão surge o carnívoro, tigre ou hiena, que do seu antro segue o fio dum plano tenebroso, sindicato ou emboscada política, venda de pena ou venda de palavra».

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por estradinhas de Schleswig-Holstein

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Há coisa de hora e meia, em pleno exercício de cavalar mortificação. Costumeira r6 pinacle. Norte da Alemanha, sombro-soleado de florestas frescas, alcatrão lisinho. Uma droga…

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Casas rurais, jardins, cheiro de relva, rosas. Uma agarração… haja pernas e pulmões.

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Do bom-senso na indústria de bares e restauração

 

“No turismo indicaram-nos um bar num planalto de onde se tinha vista para o aeroporto e para a pista, que naquele local cruza a ilha quase de uma ponta à outra. Nessa época não havia GPS, pelo que, guiados por mapas e questionando os indígenas, demos com o objectivo.

Era um sítio maravilhoso, oásis no meio da aridez da ilha, com árvores, pequenos lagos, peixes, patos e outras aves passeando-se por entre os escassos clientes.

Perguntamos ao proprietário porque não fazia publicidade. A resposta foi clara:

– Não quero cá muita gente, fazem barulho, estragam as plantas, não respeitam os animais, causam mais transtorno que proveito. Prefiro os clientes habituais e um ou outro que vêm cá por recomendação de amigos, são pessoas de confiança, respeitam a casa e o ambiente.

Dei por mim a pensar como isto se aplica a este blogue. Conheço os meus fregueses, as suas manias e eles as minhas, tratam-me bem, tudo funciona. Não quero cá muita gente, corre-se o risco de estragar o bom ambiente, afastar a clientela habitual, tratar mal este animal que vos escreve. O dono do bar estava certo.”

Fernando Lopes: Clientela Habitual no Diário do Purgatório

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7ª Onda: um oásis de simpatia na trombolândia

 

País de trombudos, que frequentemente lembram o vendeiro da Sierra Morena que caçava com os olhos vidas – do  Vida de Don Gregorio Guadaña -, raramente deparamos em Portugal com simpatia e civilidade genuína.

Por surpresa minha, nas últimas férias deparei com um oásis dela (simpatia e civilidade genuína) num  bar e esplanada que frequentei quase diariamente na Foz do Arelho. O 7ª Onda. Com soberba vista sobre o areal da Foz e um atendimento que nos faz crer que estamos em país civilizado e benevolente. Àquela equipa de gente solícita e bem disposta mesmo para com um mal-roupido como eu, os parabéns (agradecidos) cá do Âncoras.

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