A gaffe e os contrastes

Sentado em Charles de Gaulle esperando o próximo vôo, leio, várias vezes, com admiração crescente, o post A gaffe da Ministra. 

O texto admirável (e objecto estético de primeira água), fornece uma boa e humana reflexão sobre a tragédia recente.

Se atentarmos na “boa e humana reflexão” fornece ainda uma outra coisa preciosa; assim seja cotejado com um dos muitos outros que por aí andam.

Se o compararmos (por exemplo) com este,

temos um contraste imediato, e dois exemplos claríssimos. De um texto inteligente; e de um texto habilidoso.

 

 

 

 

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Ah, Oslo em Setembro…

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A liberdade dos primogénitos e as maçãs

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” – Lo de la libertad me recuerda um cuento que utiliza mucho don Manuel Osuna. Es breve: un niño llora y la madre le pergunta por qué. «Mi hermano no me ha dado a elegir manzana», se queja. La madre llama al hermano mayor: «Yo te di dos manzanas para que dieras a elegir a hermanito, y no lo has hecho». «Si mamá. Le he dado a elegir: entre la manzana pequeña o ninguna.». Así se usa y varía la libertad, según para quién: él débil la quier para poder eligir según su gusto y para eso necesita un árbitro regulando la operación. El furte la desea sin reglas ni control, para someter al débil según su voluntad. Es como se habla de liberalizar el mercado de trabajo. ¡ Fuera normas, nada de regulaciones! Resultado: el obrero queda a merced de las condiciones impuestas pr le patrón: o las toma o no trabaja…”

José Luís Sampedro in La Senda del Drago, (Areté, Barcelona, 2006), p.303-4.

Ou, através de infantes e maçãs, uma outra forma de descrever a vergonha nacional que é isto.

 

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óonomástica institucional alternativa

Designaram-na Universidade de Verão. Apologia Estival da Forca ter-lhe-ia, quiçá, feito melhor justiça.

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E com que velho paperback vos sustentais hoje dr. Soliplass?

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Benditos aviões&etc., e um velhito paperback que tirei da estante. Venho trabalhar com a sensação de vir de férias, de deixar para trás um manicómio.

É agradável deixar para trás o som da língua portuguesa. Os gestos e olhares, a acrimónia. Tive genuína pena de um tipo há uns dias atrás. Vinha com uma proposta de compra de um pedaço de terra. Pena, não por a terra lhe dar jeito, ou fazer falta, não porque lhe falte dinheiro para me pagar. Tive pena dele num momento futuro e improvável, que, a depender de mim nunca ocorrerá. O momento, depois da concretização da compra (preferivelmente bem abaixo do preço justo) em que me criticaria por ter vendido. Por dissipar (ou “estragar” – segundo a gíria local) tudo quanto o meu pai me deixou.

E acabo por não lhe poder (sendo justo) levar a mal. Aprendeu assim, ou assim lhe ensinaram…

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Da moderação

É certo que o passar dos anos nos torna mais moderados. Nalguns casos é gradual, noutros há uma viragem súbita na forma de encarar o funcionamento do mundo. Caso típico, conheço alguns, é a viragem que ocorre quando um dos filhos entra em Curso de Gestão na Católica, ou similares. Há uma conversão súbita aos valores da meritocracia, as desigualdades sociais como problema grave da sociedade quase que desaparece do rol dos problemas correntes. Passa a ser assunto de radicais.

Este senhor, aparenta padecer, porém, de moderação cíclica.

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Dos vivos e dos mortos

O que torna particularmente nojento este arremesso político com o número de mortos dos incêndios por parte de certos indivíduos nossa direita, é saber que se os infelizes que ali faleceram em vez de terem estado no sítio certo à hora errada tivessem entrado num dos restaurantes que os primeiros frequentam, ou num lançamento de livro para que são convidados, ou na mesma praia em que eles e os filhos vão a banhos, torceriam imediatamente o nariz pela companhia, ou presença, de tal «gentinha».

A tais arremessos, portanto, cumpre apenas um comentário curto e grosso: puta que vos pariu! E quem não vos conhecer que vos compre! Ou venda!

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