Do bem vestir da liderança

Diz-se que a democracia promove a escolha da mediocridade. Ainda assim, como as recentes escolhas eleitorais demonstram não estamos assim tão mal. Ou tão bem.

Em 1961, terminava na República Dominicana a era Trujillo, que durou 31 anos. Depois de lhe crivarem o pai de balas, Ramfis Trujillo voa para Paris para proteger a herança do progenitor e cuidar-lhe do enterro. E o que deixou em herança foi vasto. Todo um país, os títulos de Benfeitor da Pátria, Salvador da Pátria, Pai da Pátria, Restaurador da Independência Financeira, Campeão da Paz Mundial, Protector da Cultura, Líder Egrégio, Ilustríssimo, Generalíssimo, e Primeiro Anticomunista das Américas, título a deixar corado de inveja McCarthy.

De entre tudo o que vestiu, conta-se também aquela que era a sua condecoração favorita: a Grã Cruz da Ordem de São Gregório Magno, outorgada pelo Vaticano. Deixou ainda em herança nove mil e seiscentas gravatas, dois mil fatos, trezentos e cinquenta uniformes e seiscentos pares de sapatos guardados nos armários em São Domingos. Nas suas contas particulares da Suíça, calcula-se que quinhentos e trinta milhões de dólares. Muito se faz com estabilidade. Quando ouvirem radicais a atacar a estabilidade das instituições e do bom governo, lembrem-se deste exemplo maior.

Sobre soliplass

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