Da cani-cultura e munições para defesa do dono

E era então a 17 de Abril de 2010 que Rangel escrevia no Correio da Manhã (acusando o outro de publicar num jornal de má fama…) uma apologia do PM e uma desqualificação dos seus detractores; o que nos faz desconfiar que teria andado a ler isto, além das colunas das supracitadas gazetas de má fama:

Mas também o defendo porque nunca vi um Primeiro-Ministro ser tão violentamente atacado por medíocres, cobardes, vermes, comprados para a tarefa de o aniquilar nos jornais. Nenhum Primeiro-Ministro no mundo, alguma vez, se sujeitou a tantos vexames, sem nunca mudar de caminho, sem nunca retaliar, sem nunca usar o seu poder para calar, acima de tudo, sem ceder à tentação de mandar tudo às urtigas e ir de férias.

Sei que escolhi o caminho mais difícil porque, nos dias que correm, não custa nada atacar e dizer mal de tudo. Qualquer badameco escreve uma prosa contra o Primeiro-Ministro e fica bem na fotografia.

Aos que de forma soez e aleivosa atacam (coisa inaudita e nunca vista) o nosso PM apoda de cobardes, vermes, comprados e badamecos. A gente por cá estava na disposição de oferecer, e de graça por perdulários, mais uma sacalhada de alcunhas menoscabantes; que por conveniência – e em homenagem a S. Valentim – ordenamos aos pares:

“flibusteiros e tratantes, velhacos e biltres, cabotinos e falsários, injurídicos e espúrios, adulterinos e estroinas, estúrdios e valdevinos, borguistas e mariolas, bigorristas e maltrapilhos, pulhas e safardanas, peralvilhos e corsários, pantalões e pintalegretes, pantagruéis e gabirus, melros e astuciosos, serpentígenos e sicariosos, trota-pátrias e pinantes, embaiucadores e alfidrários, sevandijas e saburras, macabeus e magnates, esquipáticos e anacoretas-de-obra-grossa, fura-bolos-de-convento e arganazes, marafoneiros e eczemáticos, grasníferos e algaraviantes, sarrafaçais e malroupidos, asquerosos e maniqueístas, peçonhentos e pechelingues, perlengosos e desaustinados, párias e ulcerados, jactanciosos e latrinários, ataganhados e basófios, calculados e pudibundos, finórios e maquiavélicos, falsos e meliantes, quadrilheiros e usurpadores, ratoneiros e maldosos, perversos e batoteiros, buscões e fura-vidas, aventureiros e abelhudos, mercenários e furões, linguareiros e intriguistas, traidores e mexeriqueiros, intrigantes e linguarudos, satíricos e difamadores, pícaros e marotos, canalhas e infames, vis e aleivosos, asquerosos e ignóbeis, pestilentos e torpes, ignominiosos e reles, pífios e obscenos, medíocres e irrisórios, triviais e comezinhos, bandidos e cangaceiros, facínoras e aduladores, sabidos e candongueiros, bandoleiros e bandalhos, súcias e pândegos, exaltados e intrujões, carteiristas e sedentos, radicais e navalhistas, bucaneiros e descarados, iconoclastas e derrotistas, vândalos e seca-adegas, bazofiadores e esgota–pipas, flatulosos e escorbúticos, bárbaros e dissimuladores, infiltrados e hipócritas, fingidos e blasfemos, heréticos e madraços, calões e injuriosos, ímpios e devassos, crapulosos e libertinos, impudicos e perguntões, impertinentes e licenciosos, absentistas e perjuros, malteses e amotinadores, cátaros e amofinadores, albigenses e esquivos, despeitados e crápulas, indecorosos e bandalhos, vadios e galfarros, galdérios e arruaceiros, gandulos e amotinados, malandrins e leprosos, instigados e vendidos, ilusionistas e pilhérios, bufões e curandeiros, cartomantes e farsolas, saltimbancos e charlatães, intrujões e empíricos, macumbeiros e subversivos, encantadores e mafarricos, raposões e proxenetas, faias e brigões, larápios e bruxos, chocarreiros e chulos, apinários e mancheviques, algozes e bonifrates, verdugos e truões, propagandistas e martirizadores, sofistas e tiranos, falaciosos e déspotas, sifilíticos e prepotentes, enfadonhos e burlistas, bisonhos e intolerantes, defraudadores e fugidios, celerados e sorumbáticos, facínoras e provocadores, cruéis e proscritos, castradores e desleais, ímpios e desertores, réprobos e atrozes, refutados e lúbricos, desalmados e libidinosos, carrascos e resvaladiços, excomungados e ferinos, malditos e cruentos, pardalões e boateiros, fantoches e retorcidos, patuleias e janotas, apócrifos e bufos, espias e boémios, especuladores e disfarçados, estudados e mórbidos, tíbios e poltrões, franganotes e pavões, cagarolas e dolosos, parasitas e gaudérios, pusilânimes e inúteis, calaceiros e jocosos, finórios e adulosos, sabujos e subornados, venais e negligentes, vendidos e atarantados, jograis e azougados, estouvados e coléricos, pestíferos e hediondos, nocivos e daninhos, sacripantas e curujaus, fraldiqueiros e mequetrefes, bufarinheiros e açulados”

Se agora se publica isto, que até já tem blog, a compilação acima é capaz de dar jeito.

Sobre soliplass

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