In short…

In short, I had sufficiently seen that the pleasures of the world are chiefly folly, and the business of it mostly knavery, and both nothing better than vanity; the men of pleasure tearing one another to pieces from the emulation of spending money, and the men of business from envy in getting it.

Henry Fielding, Joseph Andrews
(Vol. 2, Livro III, Cap. III)

Sobre soliplass

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2 respostas a In short…

  1. Até hoje só consegui encontrar a obra Tom Jones, do Henry Fielding, um dos romances que mais prazer me deu ler. Isto traduzido para Português. Embora não tenhas grandes dificuldades em ler em Inglês, tenho por princípio preferir ler traduções. Excepto no caso de serem obras de poesia. Um grande autor, que em Portugal devia estar mais divulgado, mais que não seja porque foi aqui que o autor acabou os seus dias…

  2. soliplass diz:

    Então creio que iria gostar do Joseph Andrews. Tem algumas analogias com o Tom Jones, as peripécias do amor de Andrews por Fanny contrariado pelas convenções sociais e pelas distinções de classe, à imagem do que acontece em Tom Jones. Quanto a mim, a leitura em inglês (ou no inglês do que foi chamado o séc. de Jonhson) é recomendável. A obra é tão divertida que rápidamente se tornam uma delícia as expressões e os jogos de linguagem de Fielding, ainda que para um leitor não muito habituado ao idioma. Falam à razão e ao coração. Já que referiu a morte do escritor em Portugal, talvez goste de ler uma observação ou outra de Fielding sobre a nossa enfatuada burocracia da época à sua chegada ao estuário do Tejo: O link da página.

    Mas talvez o melhor do Joseph Andrews seja o Parson Adams, um clérigo quixotesco, permanentemente distraído com as suas coisas materiais, a quem acontecem todas as formas imagináveis de episódios rocambolescos. Ele é a personificação do expreso nos versos da Epistle 4 do Essay on Man de Pope:

    “Self-love thus push’d to social, to divine,
    Gives thee to make thy neighbour’s blessing thine.
    Is this too little for the boundless heart?
    Extend it, let thy enemies have part:
    Grasp the whole worlds of reason, life, and sense,
    In one close system of benevolence:
    Happier as kinder, in whate’er degree,
    And height of bliss but height of charity.”

    É um personagem delicioso, que retratra o clero anglófono no seu melhor e mais puro espírito de humanidade. No meio de toda a acção narrativa, há sempre o episódio picaresco, a crítica social permanente, e a inventividade dos nomes próprios com a inesquecível dama de companhia Slipslop, o retrato da hipocrisia e dissimulação. Claro que, aqui e acolá, Fielding oferece aqueles nacos suculentos de prosa carregados de bom senso e finura como o famoso O Vanity. Se gostou do Tom Jones, aposto que gostará do Andrews. Foi uma das minhas releituras favoritas deste ano.

    Mais uma vez, grato pela visita.

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