Da dificuldade de insultar

Javier Marias queixava-se da eficácia dos insultos há anos atrás (originalmente em magistral artigo no El País de 16 de Março de 87, coligido também neste ao lado, o Pasiones Pasadas) ao dissertar sobre a forma como muitos dos termos foram perdendo a força original: “Hablando estrictamente, casi nada ofende ya de veras (aunque a veces se finja la ofensión), y los taxistas, los camareros e las putas se ven en cada vez mayores aprietos para dar con la palabra justa, com aquel impropério que desarme a su contrincante…”

Ouvia um dia destes pela primeira vez uma forma de insulto para mim deconhecido: vá tomar na justiça, você aí ó! Claro que, noutro país, e dito de forma jocosa entre colegas sem intenção de magoar. Entre nós, e porque Marinho Pinto a disse (Justiça) a melhor da Europa o impropério seria desprovido de eficácia. Se bem que muito apetecia mandá-los tomar na justiça, na instituição de solidariedade, ou até no local de trabalho.

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Uma resposta a Da dificuldade de insultar

  1. Brasilino Pires diz:

    Marinho Pinto, fónix?
    Pinto Monteiro (que é farinha de outro saco)…

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