Frederico II

Cada vez mais o fado de Sócrates se me confunde com o de Frederico II, rei da Sicília. Talvez por digno herdeiro do que tradicionalmente a tais paragens geográficas se imputa. Frederico, Imperador do Sagrado Império Romano (1215-1250), foi excomungado duas vezes: primeiro pelo papa Gregório IX; depois pelo seu sucessor, o papa Inocêncio IV.

Entre nós, o nosso pobre e digno sucessor, foi excomungado primeiro pelo papa das Letras Clássicas  bastas e repetidas vezes nas folhas do DN. Agora, pelo papa das Leis, na mesma folha. 

À corte do insigne monarca na Sicília foi imputado por Dante o berço da poesia Italiana. À de Sócrates na Sicília que nos calhou- pelo dantesco pitta – foi imputada a nascente (a modos que uns olhos-d’água do Alviela) dessa coisa não menos poética  e diáfana a que ouvimos chamar Estado Social.

Parece ser o destino dos grandes: a excomunhão dos papados, o louvor dos poetas. Como o grande monarca de antanho ainda a morte o há-de encontrar vestido com o modesto hábito de Cister nalgum Castel Fiorentino do mundo.

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