Deus me perdoe, como dizia a minha avó…

Deus me perdoe (como dizia a minha avó), também eu chorar pipotes vertidos de comoção e solidariedade com o estricote alheio – ao ver por aí escritas as dores enamoradas de tanto sansardoninho (da mais vasta pluralidade de sexos) pela dulcineira parisiense.  Evoca-se-me involuntariamente aquele pobre homem que em escalavrados ermos acutilava cortiças onde deixar prova escrita de um amor infindo. O episódio da página acima (abstenham-se os mais pudibundos da frase “rasgó una gran tira de las faldas de la camisa, que andaban colgando” que a inquisição portuguesa suprimiu em 1624 – não vá a gente ofender uma arqui-diocese qualquer)…

Tráele amor al estricote,

Que es de muy mala ralea;

Y así hasta henchir un pipote,

Aquí lloró Don Quijote

Ausencias de Dulcinea

Mais ainda, quando a reportagem do fascículo gazeteiro (abaixo) nos dá conta de uma preocupação geral: “quem paga as suas despezas na excessivamente cara cidade de Paris?” Este mundo meus caros, é um val’de lacrimejamentos. Sofrem os de cá, sofre o de lá, e sofro eu por arrasto, ao ser leitor destas coisas.

Sobre soliplass

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2 respostas a Deus me perdoe, como dizia a minha avó…

  1. Panurgo diz:

    ahahahaha uma pessoa já nem sabe de quem rir mais.

  2. soliplass diz:

    Tem razão. Ou por quem chorar. Isto é triste meu caro…

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