O giz de Shepsel

“o deputado do PS e amigo pessoal do ex-primeiro-ministro, Renato Sampaio, arrisca uma justificação para a vida que Sócrates consegue manter em Paris: “Toda a gente sabe que ele tem uma fortuna pessoal que vem da mãe.” O deputado defende que as despesas feitas por Sócrates em Paris são do “foro pessoal” e que tem a “certeza” de que o dinheiro para as pagar não foi obtido de “forma ilícita”.  

… leio no ITalvez pela circularidade do tema, porque trata de questões numéricas, talvez porque o termo “buraco” tem assombrado a política portuguesa – não me perguntem o exacto porquê –, a providencial fortuna da mãe de Sócrates lembra-me o «giz de Shepsel».

Fui pelo livrinho de John Allen Palos, o Once Upon a Number (da foto acima), e lá estava ela, num subcapítulo com um nome sugestivo: Sketch for a Mathematical Short Story. A vida, amigos que por aqui passais, é cheia de sugestões. E a história do recruta do exército do Czar e do pequeno Shepsel, filho de sapateiro e atirador exímio, é bela. Nem sei porque me fui lembrar disto, mas vejam que maravilha:

É dúbio qual a lição moral a retirar da parábola do Rabi, mas (por mim) uma coisa me parece óbvia: ao entrarem para a política, certifiquem-se que nasceram de certa mãe. É giz que se deve trazer sempre no bolso…

Sobre soliplass

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