Berceuse

Início do Verão, nascer do sol. Não há que canse do amanhecer marítimo; por vezes, em tempo invernoso no meio de um torvelinho de neve, casacão e luvas, gorro, três copos de papel a proteger a mistela quente beberricada nos intervalos de fumaças, vejo apenas iluminar-se um cinzento de escuro a claro sobre a linha do horizonte. Ontem, pouco passava das cinco e meia em águas dinamarquesas, veleiro em árvore seca cruzava plácido a água baixa entre ilhas. Mal tocado ainda pelos dedos róseos da aurora, o suave balanço, como que pensando no nocturne de Paul-Jean Toulet:

O mer, toi que je sens frémir

A travers la nuit creuse,

Comme le sein d’une amoureuse

Que ne peut pas dormir.

[]

Nas Fleurs de Baudelaire, Moesta et errabunda

[…]

Quel démon a doté la mer, rauque chanteuse

Qu’accompagne l’immense orgue des vents grondeurs,

De cette fonction sublime de berceuse?

La mer, la vaste mer, console nous labeurs!

Sobre soliplass

email: friluftogvind@gmail.com
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