Mancebo

A bola peluda que ainda pela Páscoa dormia nas posições mais insólitas, estava ontem um rapazão criado, home capaz d’ir à tropa ou brigar prós arraiais. Numa imagem ou outra parece até capaz de meditação contemplativa.

É também sinal de que a crise não tá tão braba como dizem… ou pelo menos, ainda não tou latindo no quintal para economizar cachorro.

Sobre soliplass

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3 respostas a Mancebo

  1. Um belo canito. 🙂

    (adoro cães em geral, e certas raças em particular: Lavrador, Serra da Estrela, Bouvier Bernois; e também adoro rafeiros — são únicos)

  2. soliplass diz:

    É, são impagáveis.

    Aqui há uns anos a companhia onde trabalho (por ser patrocinadora) deu-nos uns casacos impermeáveis Helly Hansen similares aos que a equipa do veleiro Kvaerne usou na regata Whitbread. Aquilo tinha um amarelo esverdeado fluorescente.

    Nos meus tempos de parapentista, havia em Linhares da Beira um cão gadelhudo que um instrutor tinha trazido da Suíça, o Tau. Cresceu ali, e gostava tanto de mim que o .dono, um saudoso pícaro, me dizia o seu pai.

    Já adulto, cheguei um dia a Linhares a horas mortas, e, vendo-o a certa distância, puxei esse casaco para cima da cabeça e comecei a dar uns passos estranhos na direcção dele, de braços abertos, imitando uma ave, ele corria para trás, depois vinha, atacava-me furioso. Tão medroso estava que nem o cheiro sentiu. Destapei-me, disse-lhe «então, já não conheces os amigos pá?». Finalmente conheceu, pela voz. Sentei-me nas escadarias da igreja de Linhares perdido de gargalhadas com ele à minha volta a em ladridos e todos os sons que podia fazer, como que se a pedir desculpa pelo ataque. Ao casaco, de vez em quando ia meter o focinho e ladrar mais um pouco como se tentasse explicar que aquilo tinha sido a causa. Quanto mais eu ria mais ele continuava com aquela conversa a seu modo. Foi um fartote de riso dos mais gratos que me lembro.

  3. Tive um rafeiro muito especial, o Snoopy (muito original, eu sei). No dia em fui à Sociedade Protetora dos Animais buscá-lo (em 1997), bebé de 2 mesitos, encostei-o a mim e protegi-o com meu casaco. Até ao dia em que morreu, sempre que me via com esse casaco, e só o fazia quando era esse casaco, queria trepar para o meu colo e meter-se debaixo do casaco com a cabeça de fora. Não querendo generalizar, a verdade é que sinto mais saudades dele do que de muitas pessoas que passaram pela minha vida.

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