Coisas que se encontram nos livros

 

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Sei que veio de cima de uma manta estendida num passeio sombreado por árvores em Sevilha. Não recordo já se foi este ou uma história do constitucionalismo espanhol que agradou à minha mulher, que veio de graça por simpatia do vendedor. Facto é, no seu interior vinha o que parece ter sido ficha de biblioteca… algum leitor que se esqueceu do endereço de volta? E dele se desfez barato? Seja como for, e na tradição de donación que ostenta na ficha, aqui veio parar ao Paraná depois de muitas milhas náuticas no pêlo e umas dúzias de horas de voo.

Deixa-me a má-consciência de possuidor de produto ilícito. Mas ao final das contas – se de livros falamos – pouco possuímos, de lícito ou de ilícito. Talvez o mais importante seja a memória de quem recebemos, o uso que lhe damos, e o cuidado em transmiti-lo.

Sobre soliplass

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11 respostas a Coisas que se encontram nos livros

  1. Paul Tabori diz:

    não. é donación foi-lhe dado e não comprado é uma ficha bibliográfica de bibliófilo muito mal feitinha…eram vulgares em portucale até aos anos 70…havia um español que vivia por trás do marquês de pombal naquela ruela decrépita que tem nome de thalassa que tinha umas 20 mil fichas dessas divididas por temáticas
    geralmente um no livro e outro no arquivador

    o óscar p .rodrigues livreiro da trindade tinha o mesmo systhema

    em 1985 qualquer biblioteca española mesmo escolar tinha fichas feitas à máquina ou impressas em massa ….logo o livro foi classificado pós 85….

    só os pequenos livreiros sevillanos e de cadiz usavam em 1985 fichas manuscritas
    livrarias com 2mil ou 6000 livros em geral

  2. pling.alota diz:

    resumindo é uma ficha de livreiro para saber onde pôs o livro
    se alguém pedir o bicho a editora Editoriales Andaluzas Unidas, S.A. publicou mais de milhão e meio de títulos talvez mesmo 2 milhões e a colecção em causa tem bué de títulos

    esse nun es muy vendável los huecos de la memoria de cozar sempre foi mas vendable

  3. pling.alota diz:

    O teu comentário aguarda moderação….nã devia ser o seu…..en fin la finesse entre bichos do papele costuma ser valorizada e inté ritualizada

    resumindo não é ilícito
    excepto pelo facto de ter sido adquirido em falência de distribuidor ou quiçá comprado en 2ªmão por uns duros (2,5 pesetas) se bem me lembro o preço de capa eram 950 pesetas novos
    400 pesetas a 500 em 2ª mão
    e compravam-se a 100 ou 150 cada
    ainda sei quem tem uns a apodrecer algures….

  4. soliplass diz:

    gratíssimo pelo comentário e esclarecimento. Tudo coisas que estava longe de imaginar…

  5. pling.alota diz:

    esta tal de modera acção nã é muy eficace

    foi lançado en enero de 1985 se bien malembro e tinha 256 páginas e não 254…as páginas em blanco tamém contam

    256 512 1024 são potências de 2 ou seja quadrados de 4…que são os cadernos quaternos quatri foglia peceve?
    num?
    faz mal num
    se bem malembro foi para cortes de papel..o livro claro o que aumenta a raridade do bicho nessa edición deve ter uns milles de exemplares vivos

  6. pling.alota diz:

    claro que é gratíssimo é grátis….bom a energia eléctrica nem por isse mas iste serve de aquecedor tá frio….o qué qué um soliplass?
    amanhã adescubro ou outre dia
    sã duas da matina….

  7. soliplass diz:

    Um soliplass é só um nome de uma praça. E mal escrito ainda por cima… Que o original é Solli Plass

  8. soliplass diz:

    isso é memória invejável. Confere, 1985. Como a batida cuerda traz três carimbadelas do Colegio Nacional Virgen do los Reyes, à calle Manzana, tomei a cartolina por ficha bibliotecosa do dito. O que não impede que tenha sido o mesmo colégio a fazer a donación a qualquer alfarrabista ou livreiro, quiçá…

  9. Areia às Ondas diz:

    Que sorte… agora sim, sei que o mundo não vai acabar em três dias, como podia?, depois de tal descoberta? (da qual estou invejosa como só tu sabes…)

  10. soliplass diz:

    na m’indromines com invejas! Só descobertas de pobre ai de mim, praças mal soletradas, cães libidinosos, pneus carecas e etc… um vale de lágrimas.

  11. soliplass diz:

    És uma sonhadora deus te salve e guarde e a mim que me não falhe. O mundo nunca poderia acabar em três dias. Onde se iria arranjar o carcanhol em três dias para pagar o resto dos empréstimos, empenhos, letras e promissórias, em que andamos atascados? Ou achas que os bancos o deixavam assim acabar sem as continhas tlin-tlin saldadas?

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