Impossibilidades

Há uns tempos atrás uma colega francesa deu comigo, de lap-top aberto na sala comum do navio, escarcalhado em riso. Veio a perguntar o que era aquilo que me levava às lágrimas e às gargalhadas. Mal fui capaz de lhe dizer o que era, apontei-lhe no ecrã o post do Luís Jorge «Tomar no cu». Queria à força que eu lhe traduzisse aquilo. Impossível – não se consegue. Mal conformada lá lhe expliquei que podia traduzir do francês a um colega norueguês que se sentava ao fundo «Allez, venez, Milord! Vous assoir à ma table». Não podia, é claro, traduzir o ouvir na voz de Piaf esses dois primeiros versos da canção, o ritmo, que noutra língua é já por si toda uma história que sabemos de antemão. Lá aceitou.

Como traduzir noutra língua o Reinaldo, a Mizete, a história da tipa das Doce, a carqueja? Como se traduz o «Era muito lido, muito simpático, e tinha maneiras como um lorde inglês» dito pela narradora? Impossível.

Sobre soliplass

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2 respostas a Impossibilidades

  1. Meu caro, espero chegar a tempo de lhe agradecer o post, que nao vi no fim de semana. E a inveja que eu tenho de o saber num barco entre gente civilizada. Um abraço.

  2. soliplass diz:

    Não agradeça ainda; que no dia em que uma peça insubstituível como eu for evacuada com por apoplexia de riso,… o armador manda-lhe a conta do helicóptero.

    Aquilo está demais.

    Saúde e um abraço compadre.

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