Livraria do Chain

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Sexta-feira, Curitiba no horizonte. À esquerda corre o rio Belém, rio cenário do Cemitério de Elefantes de Dalton Trevisan, o rio de Tamanho Momento  de Leminski (in O Ex-estranho [ póstumo,1999]):

nossa senhora da luz

ouro do rio belém

que seja eterno este dia

enquanto a sombra não vem

Quando pensava que tinha batido todo e qualquer estabelecimento que vende livros em Curitiba, dei com a crónica de Alexandra Lucas Coelho «No rasto do Vampiro». Estava visto que não; que não conhecia esta. Indo pela primeira vez à livraria do Chain (blog aqui), deparo-me com um espaço agradável e gente simpática, que não regateia um conselho ou informação, que oferece um cafézinho, sorridente e solícita: conjugam com toda a naturalidade o comércio de alfarrábios com a arte da simpatia e civilidade. Poucas vezes (nas muitas andanças pelo mundo) tinha visto coisa assim.

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Vendo por ali um estranho a deambular, tomou-me o sr. Aramis Chain por hóspede (aqui de costas ao balcão onde se oferece o café aos clientes) e, entre o despacho dos seus assuntos, fomos falando de livros e da vida, de países e da política (ou da falta dela), como se velhos conhecidos; culminando com uma das mais generosa das ofertas que em vida me fizeram numa livraria. É gente assim que faz do termo «livreiro» um elogio.

Ao passarem por Curitiba, não percam este sítio (R. Gen. Carneiro, 441) e esta civilidade tão rara.

Sobre soliplass

email: friluftogvind@gmail.com
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