Pérolas de igualdade

O caso mais recente, há poucas semanas atrás, o da colega que estando o pai a precisar de cuidados (por cirurgia) teve que regressar a Portugal. Lá teve que comprar passagem à última da hora de Odense para Copenhaga e de lá para Lisboa. Não sei em quanto lhe ficou a conta, mas a coisa não ficaria decerto barata. São os custos da distância, e inúmeras vezes o vi acontecer para se vir acudir à família.

Há duas semanas mostrava-me um colega no aeroporto de Oslo os documentos para obter residência em território norueguês. Casado, a residir em Portugal, viu-se obrigado a obter domicílio fiscal na Noruega para escapar ao milhafre do fisco português. Pagará além dos impostos nacionais os municipais, com a satisfação porém de, e nas suas palavras «não andar a pagar a ladrões.» Muitos outros colegas optam pela mesma solução.

Creio que, uma delas, numa repartição do Porto, só viu bem a “natureza” daquilo com que estava a lidar quando depois de muito argumentar com alíneas e tratados, convenções e parágrafos da legislação (omitindo o custo da distância) ouviu o funcionário retorquir-lhe à argumentação: «Nem percebo do que é que a senhora se está a queixar. Olhe que até ganha bem melhor do que eu!»

Sobre soliplass

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