Sol e duche

amsterdam 012

Será um dos meus pecados: Amsterdam aos pulos. Às horas de entre um voo e outro se vão resumindo as visitas. A última, 28 de Maio.

amsterdam 057

Como a cada burro sua mania, não gosto de comprar on-line mas no livreiro. Há muito procurado, e porque a tradução tarda, no De Slegte não havia

amsterdam 029

No American Book Center foi só pra ver a escadaria (coisa mimosa) e os pilares de madeira,

amsterdam 053

Na Athenaeum, ali ao lado também não tinham,

amsterdam 054

E esta já fechada…

amsterdam 062

Fica o ver as bicicletas,

amsterdam 023

Trazer o sol nas vidraças e o escuro nos recantos,

amsterdam 043

E pouco menos que meia-dúzia de loiras no fole a mais que a conta. E por conta delas, o passageiro do lado a empurrar-me a testa para o recosto ao aterrar na Portela; que a égua era de vulto e de peso. De livro, nem visto nem trazido. Fica prá próxima.

amsterdam 031

Último comboio da noite pra casa, e um duche de água fria. Comboio apinhado. Adolescentes e professores. Concerto no galpão do genro do cavaco. As crianças (mas as crianças senhor) até se compreende. Agora maiores e vacinados, a legitimarem com presença uma cloaca daquelas?

Já estou como o Luís – que se fosga a taça! Ganha-se a vida porque outro jeito não temos e vai-se pra casa ler os alfarrábios. Em sendo disso questão, bota aí mais uma loira e um de caracóis. É velho o ditado do (velho) Oeste: não se deve incutir solfejo à mula – perde-se o tempo e chateia-se o bicho.

Sobre soliplass

email: friluftogvind@gmail.com
Esta entrada foi publicada em Uncategorized com as etiquetas , , , . ligação permanente.

4 respostas a Sol e duche

  1. Por acaso, já que cita o Luís M. Jorge, muito gostaria eu que ele, que agora escreve isto, me respondesse a uma pergunta que já lhe coloquei algumas vezes e que sempre fica sem resposta (aliás, ele já nem publica a pergunta quando lha coloco). Em tempos, quando encarniçadamente ele fazia uma feroz campanha pró- Passos Coelho, chegando inclusivamente a escrever-lhe um guião com argumentação anti-Sócrates, perguntei-lhe se fazia sentido deitar abaixo o Sócrates para colocar no Governo um que nitidamente era mil vezes pior. Respondeu-me ele, nessa altura, que pior que o Sócrates só mesmo a bubónica.

    Presumo que ele, tal como muitos outros, já tenham percebido o custo ‘colossal’ da embirração pessoal, quase irracional, que alimentaram contra a pessoa que ocupava antes o cargo de primeiro ministro.

    Mas, enfim, só aqui trago isto porque citou o Luís M. Jorge (que até escreve bem).

    De resto, concordo consigo: Amsterdão é uma maravilha, uma alegria, uma terra de gente feliz. Dá gosto lá estar.

  2. soliplass diz:

    Pois é, o Luís escreve muito bem. Além de esteta será um optimista: só assim se explica o admitir que entre Sócrates, Coelho e a bubónica é possível escolher.

    Quanto à cidade, uma maravilha. Pena o tempo lá ser sempre pouco.

  3. Ainda um dia hei-de perceber como pode a embirração pessoal toldar a razão desta forma… Também…?! Porquê? Confesso que não percebo.

    Mas, às tantas, é limitação minha.

  4. soliplass diz:

    Não é bem imbirradura pessoal, é mais vasto. E claro, o PS ainda me lá deve ter inscrito como militante, se bem que já deitei o cartão ao lixo. Ou o lixo que reclamou o cartão, que é a mesma caldeirada de nabos.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s