Porque não é a Europa competitiva?

«Hjemme er 11-åringen lenket til en stolpe. Ute må bestefar og pappa holde lille He i kjettinger» é o título de uma notícia de hoje no jornal norueguês Dagbladet que destaca o problema de um dos 16 milhões de seres humanos em território chinês com problemas psíquicos extremos. Traduzindo: «Enquanto em casa o jovem de 11 anos está preso a um poste. Quando fora de casa o pequeno He tem que ser seguro pelo avô ou pelo pai por meio de uma corrente.»

Quando tinha um ano de idade o pequeno He Zili sofreu uma lesão na cabeça pelo que desenvolveu perturbações psíquicas a partir daí. Segundo a família, a partir do momento em que começou a agredir terceiros não houve outro remédio senão acorrentá-lo. As imagens :

(fotos: http://www.dagbladet.no/2013/11/29/nyheter/utenriks/kina/psykisk_helse/30571167/)

‘bora lá ser competitivos?

Sobre soliplass

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6 respostas a Porque não é a Europa competitiva?

  1. nina luz diz:

    Não somos competitivos, mas somos óptimos estudantes: http://www.newstatesman.com/2013/11/5-benefit-changes-government-dont-want-you-know-about – para lá caminhamos.

    Lembro-me, por exemplo, de um documentário que seguimos sobre o ‘milagre económico’ da Índia – depois do qual os três inveterados carnívoros que se sentavam nessa noite a minha mesa deixaram de comer salsichas. É por coisas assim, de facto, que não somos competitivos. (Welcome to India 1, 2 & 3, BBC2)

  2. soliplass diz:

    Para lá caminhamos diz bem (obrigado também pelo link) e ainda de lá saímos há pouco tempo. Eu ainda me lembro um miúdo (sensivelmente da minha idade e que não era um caso tão extremo como o das imagens) de uma aldeia no norte do Ribatejo que o pai prendia com uma corda enquanto trabalhava. E isto já nos anos setenta.

  3. hmbf diz:

    É das minhas memórias de infância uma situação similar, lá para os lados de Rio Maior. No caso, uma rapariga que cheguei a ver adormecida sobre a própria merda, enclausurada numa pocilga (em sentido literal). À época, o actual Presidente da República era Primeiro-ministro. Mas se começarmos a escaranfuchar na competitividade, rapidamente esmoreceremos perante a evidência:a miséria chega sempre à frente e é muito mais imaginativa.

  4. soliplass diz:

    Mas Portugal estava cheio disso Henrique, só não se lembra quem não quer. Eu ainda me lembro em criança de ver uma rapariga adolescente (perfeitamente normal, não deficiente) com as pernas ligadas e o pus a vencer as ligaduras. Tinha as pernas cravejadas de furúnculos. A mãe, pobrezita (o pai emigrado em França) esperava aquilo passar para não ir “gastar” ao médico.

    No caso que contei à Nina acima, tratava-se de um de Amiais de Baixo a quem muitos ignoravam o nome de baptismo. Era apenas o «cão sem dono», como o apodavam. Por lá se deslocava coxeando ou com ajuda de muleta. Em qualquer altura dos anos oitenta (não me lembro quando exactamente) ao saltar para dentro do rio Alviela, bateu numa pedra e fracturou o pé. Nunca lho “encanaram”, a fractura consolidou-se ao deus-dará.

  5. Eu tenho memórias (cresci num subúrbio de cidade) das idas à aldeia de uma das irmãs do meu pai onde uma louca estava encarcerada numa casa alta como um pombal, gritando desvairadamente o dia inteiro. Anos mais tarde, foi a esta imagem que se colaram todas as linhas do Wide Sargasso Sea (Jean Rhys), um livro enorme e, claro, a actualidade.

  6. soliplass diz:

    as coisas eram assim Alexandra, pelo menos pelas aldeias, quase todos nos lembramos de um caso ou outro, como o referido pelo Henrique.

    Belo post o seu sobre a capital do reyno e suas faunas. Conciso e certeiro. Não consegui comentar lá que não com a identidade do blogger «friluftogvid», fica agora a elucidação de identidões.

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