Cair

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Aprovisionamento para estes frios do norte (o termómetro anda abaixo de zero em Oslo) alguma da obra do incensado poeta curitibano Paulo Leminski autor de frases geniais, quer seja na poesia ou na prosa. No romance Agora é que são elas (disponível aqui) o personagem tira umas fatias de rosbife podre para o prato «Foi provar e cuspir. Estava podre» e assim se descreve a coisa:

003Vejo agora na edição do DN que o mais alto magistrado também cairá nas exéquias fúnebres do resistente. Resulta incerto se representará um povo ou uma lasca de Leminski.

Sobre soliplass

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2 respostas a Cair

  1. nina luz diz:

    Pois. Sabe, uma coisa que me lembro de a minha avó sempre comentar é que ‘quem não tem vergonha tem cara para tudo’. Sobretudo depois de, diz-se por aí na blogosfera, o dito ‘cara’ ter-se justificado que apenas votara contra a libertação do resistente para ‘salvar Portugal’. É que há mesmo lata para tudo.

    Mea culpa: ainda não li nada do curitibano das frases douradas. Mas a lista de livros disponíveis no link que inseriu para o scrib é muito interessante. Tanto ou tão pouco, que tenho o problema da leitura para as férias que se aproximam resolvido (quer dizer, se a minha mãe me deixar parar dois minutos 🙂 )!

  2. soliplass diz:

    Isto do «salvar portugal» é grande justificação. Deve ter tido (a salvação) também a ver (nas últimas presidenciais em que era imperioso elegê-lo à primeira volta, e já que não tinha a «mágica de Rae» dos pequenos círculos a favorecê-lo ) a sobrecontagem de votos no círculo de Viseu (o cavaquistão, muito conveniente) e a subcontagem no círculo de Setúbal (distrito vermelho, qu’horror). E também o truque do cartão de eleitor que nesse dia criou dificuldades de voto. Como se compreende, deve ter criado um pouco menos ao eleitorado idoso e conservador que o não usava. Assim uma espécie de «gerry salamander» lusa, ou a segunda «ignóbil porcaria»; que a da Primeira República não nos chegava.

    O Leminski é bom. Diz-se do “Catatau” que é um paralelo brasileiro do Ulysses e do Wake de Joyce. Um prodigioso “divertimento” com a línguagem portuguesa na forma de um monólogo de Descartes em cenário tropical.

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