êtz de electural systêm stupid

Havia naquele ano no mestrado de política comparada uns entusiastas (como sempre acontece entre a malta da ciência política) de sistemas eleitorais: um deles, o meu estimado José António Bordain, a quem o “bichinho” tem continuado a morder. Pedro Magalhães, que lá leccionava cadeira de métodos de investigação, deixava-nos (a propósito de discussão desenrolada algures) um conselho, mais que de mestre, de amigo: «Vocês nunca caiam na tentação de ir aconselhar sistemas eleitorais aos homens dos partidos. Vocês até podem saber a teoria muito melhor, mas eles levam anos de observação e de prática, melhor que ninguém sabem o que lhes convêm, o que os favorece ou não.»

Em boa verdade, só mencionou os homens dos partidos. Poderia ter mencionado também os homens que integram outros grandes actores políticos (como as empresas do PSI20 ou a Igreja católica) actores que, neste sistema de rotativismo das últimas décadas, qualquer que seja o resultado das eleições para o partido A ou B, nunca as perdem. Nisso, o sistema sofre de uma trágica estabilidade. A que aqui nos trouxe.

Há nestes últimos dias as novas do congresso do CDS – o «pequeno partido do Noroeste»-, e mais o incidente da Mealhada. Leitões à parte, pouco se tem comentado a aventada «possibilidade» de coligação nas próximas legislativas entre o CDS e o PSD. Onde se ouve «possibilidade» deve ler-se…«necessidade». Os partidos da tradicional «alternância governativa» para já (analisando os dados das sondagens), não parecem capazes de assegurar a estabilidade em que uns governam e os outros fingem que fazem oposição. Reparando na tendência de longo prazo (a da última década) a soma dos votos e dos mandatos dos dois maiores partidos (PS+PSD) tem vindo a decrescer: passa de 201 mandatos e 78% de votos nas legislativas de 2002 a 182 mandatos e 66,71% de votos nas de 2011. Daí a necessidade de convidar o «pequeno partido do Noroeste» para fazer parte da estabilidade ainda que com riscos de pequenas (mais encenadas que reais dado o pesadelo do táxi) crises do irrevogável pelo meio.

Portas anunciava no congresso que ““razões fundamentadas podem justificar a formação de alianças que podem revestir diversas fórmulas”. Sem querer perder demasiado tempo com o assunto diria que a fórmula que mais lhe interessa é aquela que aparece nos dados de Carlos Jalali no seu Partidos e Democracia (quadro 5.9) sobre a “Diferença média entre a percentagem de mandatos e a percentagem de votos em eleições legislativas e constituintes , 1975-2005“:

Partido/ Lista

PS                                4,2

PSD                              5,2

AD                                 6,4

PCP                            -1,0

CDS                           – 1,7

Outros partidos      -4,2

Esta pode ser a fórmula (nova AD) que evite a Portas pesadelos com táxis (ainda que castigue prelos e ouvidos estrumando o chão mediático com sinais positivos, tendências invertidas, crescimentos e retomas), e que simultâneamente assegure que as do PSI20 (ou os bispados e arqui-dioceses) continuem a não ficar a perder com o resultado das eleições; coisa que o eleitorado marais parece não estar estar em condições de assegurar como tem assegurado – a puta da estabilidade e a prosperidade das p….

Sobre soliplass

email: friluftogvind@gmail.com
Esta entrada foi publicada em Uncategorized com as etiquetas , , , , , , , . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s