Muito se aprende (também com Drummond de Andrade)

Muito se aprende lendo os jornais a citar economistas e políticos. Pegando num exemplo de agora do Notícias ao Minuto:

“O secretário-geral do PS afirmou hoje que há em Portugal “um amplo” consenso político e social sobre a necessidade de rigor nas contas públicas e disciplina orçamental, mas que diverge da estratégia económica e financeira deste Governo.”

 
 

Portugal tem amplo consenso a favor do rigor nas contas públicas

A coisa (afirmada e salientada) segue por ali abaixo:

“Precisamos de ter disciplina e rigor orçamental”

“o país tem de mudar de rumo e que todas as suas estratégias têm de passar pelo crivo da sustentabilidade”

“salientou ser contra qualquer solução que passe por um “haircut”” 

Tudo isto que vou aprendendo lembra, de forma irresistível… melão com presunto. E Carlos Drummond de Andrade há já umas boas décadas atrás a aprender com uns sujeitos sentados na mesa ao lado: Conhecem os distintos leitores a crónica? Então, bom riso, com a Conversa Alheia:

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Só pra rir mais um tiquinho, esta história da maleta 007 dos jornalistas de economia e do catálogo de telefone contada originalmente no Jornalismo Econômico de Suely Caldas e copiado (com a devida vénia) agora do Economia Clara:

“Alguns se comportavam de forma prepotente, empinando o nariz para os colegas de outras editorias, com pose de elite, julgando-se uma suposta ‘nata intelectual do jornalismo’. Paletó, gravata e a indefectível maleta 007 – última moda na época, usada por empresários e executivos para carregar documentos – compunham o modelito típico de repórter econômico.

Lembro que, certa vez, lá pelos anos 70, o pessoal da editoria de esportes do Jornal do Brasil pregou uma peça nos colegas de economia para provar que a função da maleta era unicamente a de compor o visual. Sem que ele percebesse, enfiaram um grosso catálogo de telefone na maleta do subeditor de economia, Carlos Alberto Oliveira (depois presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, deputado e secretário do governo Brizola). Caó, como era conhecido, passou algum tempo desfilando e exibindo a maleta, ignorando o que na verdade ela carregava. Três dias depois, num final de tarde, quando a redação estava lotada de repórteres, Caó abriu a maleta e se deparou com o conteúdo dela. A gozação foi geral. Serviu para provar que a tal 007 não passava mesmo de um adorno.”

Sobre soliplass

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