Louises Fürnbergs

Anda por aí prosa ou faladura de uns plumitivos avençados e paineleiros da pantalha que lembra um pouco a “cantiga” de Louis Fürnberg. Até parece que se tomaram armas ao inimigo. O comunista germano-checo Louis Fürnberg, que tinha fugido para a Palestina durante a guerra, regressou a Praga em 1946 para se ver rápidamente em apuros. Como judeu e como emigré começou a cair em desgraça e a ser alvo de suspeitas. Tanto que, (segundo Anne Apllebaum no seu Iron Curtain [cap. 16])em 1949 seria excluído do congresso do partido. Foi então que a sorte o favoreceu ao compôr a famosa canção «o partido tem sempre razão». Evitou a sorte de Slánský, alcançou posto de diplomata na RDA onde a canção acabaria por ser cantada no congresso do partido comunista alemão de que se tornaria símbolo. Estou convencido que mais dia menos dia a canção cai em Portugal e acaba num congresso dos do arco governativo ou passada nas rádios a cada cinco minutos. É só substituir o termo «partido» por «governo» ou por «mercados».

A versão em língua inglesa reza como se sabe:

Everything it has given us, all that we have here
The sun and the wind, and never was it miserly,
Where it was, there was life
What we are, through it are we.
Never has it left us.
Even as the world froze, we were kept warm.
The mother of the masses protects us
We are carried by its righteous arm.

The party, the party is always right
And, comrades, so should it remain hereby;
For he who fights for what is right,
Is always in the right.
Against exploitation and the resounding lie.
He who the life offends,
Is stupid, bad or not so bright.
He, who the humanity defends,
Is always in the right.
Thus from the spirit of Lenin,
It grows, welded by Stalin
The party – the party – the party.

Never has it flattered us.
Even at times when we lost courage in the fight,
Softly did it caress us,
‘Don’t despair’ and we felt just right.
Let us the pain and hardships enumerate,
When in the Good we succeed.
When, it the poorest in this earthly estate
To peace and freedom compellingly lead.

It has given us everything in this our strife
Bricks for building and courage for the great plan.
It said: Be masters of life
Forward, comrades, woman and man,
If to the war the hyenas hound,
Break their power, break their might.
Build the houses and let the cradles abound.
Constructors, keep a watchful sight.

The party, the party, it is always right.
And, comrades, so should remain hereby.
For he who fights for what is right,
Is always in the right
Against exploitation and the resounding lie.
He, who the life offends,
Is stupid, bad, or not so bright
He, who the humanity defends
Is always in the right.
Thus, from the spirit of Lenin,
It grows, welded by Stalin
The party – the party – the party.

Ou, e para quem gostar de ouvir a coisa cantada no original:

Sobre soliplass

email: friluftogvind@gmail.com
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2 respostas a Louises Fürnbergs

  1. Ivone Mendes da Silva diz:

    Sim, senhor. Isto de um homem estar em casa longe dos fogões e dos mares do Norte é um deleite para a blogosfera. Ter tempo, grande coisa ter tempo 🙂 Abraços para aí.

  2. soliplass diz:

    Ó Ivone, isso dito assim já parece os versos do Blind Pew do Borges… (Lejos del mar y de la hermosa guerra, que así el amor lo que ha perdido alaba, el bucanero ciego fatigaba)… era só trocar o guerra por “cocina”.

    E abraços de volta, desejos de versos à sombra de tílias, fresca primavera.

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