Como a chita

No Rio de Janeiro, em finais de oitocentos, Machado de Assis prevendo já a catadupa de matrafias que uma proposta de indemnização governamental aos proprietários de escravos de então (a proposta acabaria por ser derrotada na Câmara) iria desencadear, imagina um personagem espertalhão a comprar libertos, comparando-lhe os negócios ao personagem do romance de Gógol Almas Mortas. A crónica, da Gazeta de Notícias de 26 de junho de 1888, pode ser lida na íntegra aqui (descendo às páginas 9, 10 e 11). É aí, nessa crónica, que deixa a frase magistral:

“Sabem que a honestidade é como a chita; há de todo o preço, desde meia pataca.”

Lendo o A B C, dos jornais, não há senão que conceder-lhe o título (à frase) de imorredoura.

Sobre soliplass

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