Panelas velhas

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Fiz o jantar. Como de costume. Jurando que na próxima vida nunca confessarei a mulher que comigo case e viva que cozinho. Escravatura, pondo a coisa em pratos limpos.

À jurista que me atura faço sondagem a propósito das próximas férias, quando irá à Europa. Que viagem prefere. Ir em quatro pneus do Ribatejo com paragem em Paris e Amsterdão subir na Noruega o Gudbrandsdal em conforto de volvo s6o ou em dois… só com o espaço que a (sua) mala lateral comporta (uma escova de dentes e duas t-shirts) em  r1100s (a roçar pousa-pés no chão quando a curva for de molde) à volta do Mediterrâneo norte porque de S. Remo viu pouco da última vez… e de Génova nada.

Queixa-se que de moto é muito duro. E que a culpa é minha que não deveria ter casado com velhota. Aponto a garrafa do (envelhecido) siciliano, a frigideira de ferro maciço e bons anos cá de casa, um mimo para os ratatouilles (produto da MTA) como o caso de hoje, o brie que no supermercado estava passado do prazo mas que não me enganou de delicioso, e tento argumentar que são panelas velhas as que fazem as melhores sopas. Não sei se a engano com o elogio… gostava. Gasta-se menos pneus, e, feitas as contas, reconhece-se razão à belíssima  página de Robert Pirsing na arte do zen e da manutenção do motociclo…

Sobre soliplass

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5 respostas a Panelas velhas

  1. Serão por certo umas belas férias. A propósito da «velhota», e no tom brejeiro cá do norte, diz-se que «galinha velha ainda faz boa canja». 😉

  2. soliplass diz:

    essa não conhecia

  3. O livro favorito do meu primeiro grande amante (aos 20 e poucos), que mo ofereceu, bem mais velho que eu. Recordo-o (raramente nos revemos) com um carinho tipo everest.

  4. soliplass diz:

    eu gosto especialmente daquela passagem assinalada. É um dos melhores resumos a favor dos motociclocoisos

  5. Não sei que te diga. Ele era também condutor de motociclocoisos, surfista, marinheiro (carta para) e detentor de um brevet. Veículos, há muitos, gente decente para os conduzir, menos…

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