Inimigos

004

 

Há coisa de três semanas, amigo de visita na casa em Portugal dava com o livro do seu pai na mesinha da sala. Expliquei que é uma das leituras a que gosto de voltar regularmente. Por isso ali estava desde a última vez que lhe peguei. Acho aquele prefácio belíssimo, tanto pela linguagem segura como pela sageza do que afirma.  Afinal o livro procurava apoio internacional, e uma das forma de o conseguir era descrever o carácter de um povo que foi sujeito ao longo de séculos ao combate com aquilo que é ao mesmo tempo um dos encantos do país e um dos mais poderosos inimigos comuns: a natureza. Ainda hoje o país se une perante a ameaça ou o consumar do desastre natural. A semana passada, por exemplo, torrentes impetuosas de rios, cheias, e a ameaça de uma avalancha de rochas que forçou a evacuar a população de uma localidade.

 

006

 

Há muitos exemplos no país, dessa ameaça pendente. Uma das visões que mais me impressiona (e perto de onde se acharam vestígios de uma assembleia ou parlamento antigo – «thing») é esta casa e exploração agrícola nas imediações de Stryn, na costa Oeste.

 

052

E ao mesmo tempo esta ameaça natural omnipresente, este inimigo interno, parece funcionar como factor de união e solidariedade. Curiosamente, entre nós, as avalanches constantes e periódicas dos anões do rotativismo produzem o efeito inverso.

Sobre soliplass

email: friluftogvind@gmail.com
Esta entrada foi publicada em Uncategorized com as etiquetas , , , , . ligação permanente.

6 respostas a Inimigos

  1. soliplass diz:

    Boas notícias, uma luz ao fundo do túnel como dizes.

  2. Que não retribuas o meu abraço, ainda vá que não vá, mas é imperdoável não me desejares um bom fim-de-semana (sabe Deus que bem o mereço)! 🙂

  3. soliplass diz:

    Tens toda a razão, aceita as desculpas. E dois de retribuição, com desejos de um bom (resto) de fim-de-semana. Se possível, aproveitando o fruto dos alambiques…

  4. Ora essa, compadre; não há nada a desculpar. Abraço.

  5. soliplass diz:

    Isto era caso para condecoração, já que o de Boliqueime parece andar com problemas quanto a quem condecorar. Ou talvez, a acção dos beneméritos lhe desagrade.

    No caso do autor do livro acima, viveu toda a vida com um enorme problema de consciência: o soldado alemão que lhe levou comida quando era prisioneiro no campo de Grini, foi fuzilado por isso. Os superiores não gostavam de soldados piedosos.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s