Queixinhas

O jornal norueguês Dagbladet publica notícia de o país ter caído no ridículo entre os britânicos: «Norway police are asking people to remember that they live in Norway after receiving dozens of unnecessary snow-related reports» segundo escreve o Metro, pegando numa mensagem do face deixada pela polícia de Agder.

Um dia destes ainda caímos também no ridículo por nos queixarmos das televisões cheias de Teresas Guilhermes, dos quiosques a abarrotar de exemplares Correio da Manhã, da corrupção de políticos e banqueiros que desabam sobre o país com grande regularidade. Afinal em tudo se assemelham a fenómenos naturais determinados pela geografia do país.

Sobre soliplass

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4 respostas a Queixinhas

  1. Não tenhas qualquer dúvida de que são encarados como fenómenos naturais por muitos.

  2. soliplass diz:

    Já o velho Montesquieu dizia que o clima ou a posição geográfica no globo tinha relação com o tipo de regime. Se calhar são mesmo fenómenos “naturais”.

    Um dia destes o Herdeiro de Aécio (muito gosto eu daquele blog) publicava um post intitulado “o mundo em soutiens (http://herdeirodeaecio.blogspot.pt/2015/01/o-mundo-em-soutiens.html) onde aparece o mapa da distribuição dos tamanhos dos soutiens à escala global. Comecei a rir quando vi aquilo por me lembrar que Rentes de Carvalho já tem criticado por diversas vezes Soares que teria dito da adesão à Europa que o que era preciso era mamar e depois logo se via. Olhando a gente para aquele mapa bem se percebe porquê: a teta meridional é menos volumosa. Parcialmente a visão de Soares sobre o nosso papel na Europa pode ser explicado pela geografia e pelos “fenómenos naturais”.

  3. soliplass diz:

    Ou mais precisamente, a respeito de Soares:

    «De modo que assisti ao 25 de Abril com a alegria de testemunhar o fim de um pesadelo, mas sem fé nas consequências da mudança, tanto mais que às antigas moscas se juntava uma nova espécie: carente de vergonha e esfomeada, decidida – como Mário Soares afirmaria num discurso em 1985 – “a chupar ao máximo a teta” que a entrada, na então Comunidade Económica Europeia, iria proporcionar.
    A teta, de facto, tem sido gulosamente chupada, não por aqueles a quem ela se destinava, e dela precisavam, mas pelos chicos-espertos que batem no peito, jurando amar a pátria e defender o povo.»

    http://tempocontado.blogspot.pt/2014/03/lancamento-de-portugal-flor-e-foice-na.html

  4. «Chupar ao máximo a teta» parece-me mesmo coisa do Soares. Confesso que até acho piada ao homem, mas nem sempre tenho paciência para aqueles ares de eterno rei da nação. E a corte que o rodeia? Aquilo sim, é de rir.

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