Darwinismo a pataco

O estudo levado a cabo por Gil Nata e Tiago Neves, investigadores do Centro de Investigação e Intervenção Educativas da UP, analisou resultados de 8094 escolas, para chegar à conclusão que esta prática de inflação de notas é mais recorrente nos colégios privados do que nas escolas públicas. E é também mais frequente em colégios do norte do país.

Nalguns casos, estas potenciais ‘benesses’ aos alunos terão permitido saltar 90% dos lugares na lista de ingresso. Medicina, habitualmente o curso com média de entrada mais alta, é um desses casos. Já em cursos menos competitivos o impacto terá rondado os 30%.

Meritocracia e competividade, mas… como dira o Eça ou o Godofredo, que coisa prudente é a prudência!

Sobre soliplass

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6 respostas a Darwinismo a pataco

  1. É o chamado darwinismo apoiado.

  2. Carlos Natálio diz:

    ou o Dólarwinismo 🙂

  3. soliplass diz:

    Ou, numa outra versão, quando ouço falar em cultura puxo logo da carteira. Tamos fudidos compadre Carlos; isto não muda nem de peúgas nem de ideias.

    Só espero é que, dando eco a estas coisas radicais-esquerdistas e jacobinas, não me caiam aqui os comentadores do Blasfémias ou zémanelfernandes.

  4. soliplass diz:

    Ou isso. A des-propósito: já viu a carga de trabalhos em que me tinha metido se lhe tenho aconselhado uns dias atrás o Karl Ove Knausgård? Tinha agora que me haver com sentença contrária (http://daliteratura.blogspot.pt/2015/01/karl-ove-knausgard.html) lavrada por que sabe e pode?:

    ” Knausgard não esconde o fascínio por Proust, mas a fasquia é demasiado alta: o artifício de encher dezenas de páginas para descrever o que cabe num parágrafo, não colhe. Os saltos cronológicos são irrelevantes, e o patchwork genológico (memórias, ensaio e ficção) tem fôlego curto. Por outro lado, invocar a ética para questionar um autor que achou chegado o momento de escrever sobre a forma como o carácter tirânico e o alcoolismo do pai marcaram a sua adolescência, releva de um puritanismo fora do tempo.”

  5. Carlos Natálio diz:

    Agora é que vou mesmo comprar o livro 🙂 Não gosto muito do que interpreto desta frase: “o artifício de encher dezenas de páginas para descrever o que cabe num parágrafo, não colhe.” Parece aquele argumento pobre da crítica de cinema. “Ah lá está ele divagar quando aquilo esprimido dava era uma curta metragem.” Como se a arte fosse uma questão de limões. Mas posso ter interpretado mal…

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