Blogonascido lagarticha nunc’achega á jacaré

Frustração. Leva u âncuras uns anitos disto, e, nem, que, lhe aplicasse, pastilhas viagrosas, teria audiência de monta. Ou comentadores bastos e grados.

Olho um post do hoje matinal enquanto espero no aeroporto, abandono o país derrotado, pessimista, roidinho de inveja braba, negra. Não é só do post trombada do juízo final: A Albânia espera por vós!  Onde c’um caralho, desencanta um autor comentadores assim, fiéis e virtuosos de teclado? Um Exemplo comentatorioso:

5 Fevereiro, 2015 20:12

Estes bolcheviquezecos do punho erguido são uns espécimes raros, que se não existissem tinham de ser inventados. Toda esta canalha esquerdóide, dos mais radicais aos xuxas moderados, apenas anseiam por uma coisa, uma prosaica coisinha: encherem a mula à conta do orçamento.
Que malta filha-da-puta.
Estes Tsipras bloquistas da Grécia, passado o orgasmo da vitória eleitoral do desespero grego, perderam a prosápia logo no primeiro dia em que começaram a andar de chapéu na mão… à roda da UE.
A generala alemã vai dizer-lhe com quantos paus se faz uma canoa. Ai vai, vai!
Uns pontos estes gajos. Os da Grécia e a gajada da esquerdalhada de cá, do rectângulo.

Sobre soliplass

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8 respostas a Blogonascido lagarticha nunc’achega á jacaré

  1. Pronto, pronto. Ando a ler isto no feed, nunca visito mesmo os blogs, mas desta vez cá estou eu a marcar presença. Não sei dissertar com arte sobre a “esquerdalhada” e os “xuxas”, porque não fui criado em Rio Maior. Mas posso asseverar-lhe que, ao contrário do que afirmou lá atrás, o Tó Zé Seguro não é “imprevisível”, hombre. Muito pelo contrário. E por não ser imprevisível é que a nossa direita do bloco central gostava tanto dele. Abraço.

  2. soliplass diz:

    Tá’ver? é o que eu digo e lamento… só me aparecem gajos que não sabem manejar a moca torneada com as tachinhas douradas (lembra-se do instrumento que de tão apaneleirado e polido – pur supuesto para não estragar as unhas -, vendido nos cafés da beira da N1 sempre me dava vontade de rir?). Um dia destes ao passar por Fátima e ver toda aquela tralha de santinhos e pagelas, alembrei-me de súbito que pena é que não se vendam aqui umas mocas à moda antiga pala mostrar aos incréus o que é um verdeiro reduto da cristandade.

    Quanto ao outro, ao inseguro, bem espero que me engane e que a razão lhe assista, estimadíssimo Luís neste particular. Mas lembro-me de há muitos anos atrás quando a opinião de alguns que já eram do círculo do filósofo antes de o figuro chegar a fhuer e que nos anos do seu reinado cevaram apetites na mesa do orçamento era já a de que era (sic) “um menino da mamã” que não embarcaria em falsificações de contabilidade. A direita que dele gostava é quase inócua, direita a recibos verdes da pequena caixa registadora. A grande nunca se chegou a pronunciar provávelmente porque nunca se pôs o problema de ele chegar a primeiro-ministro. Espero, é claro, que esteja enganado no que escrevi. E que Costa venha a ser melhor que o o geral dos círculos, segmentos, capelas e grémios que o apoiam.

  3. soliplass diz:

    E um abraço de cá do frio óbviamente (está branco e brilhante, nevado e soalheiro); um mimo.

  4. Repare que o meu apoio a Costa é por contraste: não tenho grandes ilusões a respeito de quem escolheu Manuel Salgado para vereador do urbanismo. Não lhe chamo um crápula, apenas dúctil, e suponho que era também isso que você dizia.

    Mas sou um espírito prático, e quando vejo duas coisas, uma má e outra horrível, vou logo escolher a má com medo que venha ou continue a horrível. Por isso, aliás, já deixei de falar no engenheiro de Évora — porque me preocupam os vivos, não os mortos.

    Quanto a Seguro, até acredito que tenha um bocadinho de escrúpulo, desde que não lhe dê muito trabalho. O pior é quando dá, como se viu na campanha interna, em piruetas estapafúrdias.

    Na minha opinião o mal de Seguro era mesmo a estratégia: ele ia fazer uma aliança de governo com o PSD.

    Se o ia fazer honestamente ou não é algo que me incomoda pouco, porque aqueles com quem ia fazê-lo não eram honestos nem bem intencionados. Não sei se me faço entender.

  5. Ah, como eu gosto dessas paisagens. Não me importava nada.

  6. Fernando Lopes diz:

    Sem a proficiência do Luís M. Jorge, interrogo-me sobre o que te move a ler o «Blasfémias». Passar por aquelas paragens equivale a auto-flagelar-se com a dita moca, sem as taxinhas amaricadas ou com as ditas com os picos para fora. Abrenúncio !

  7. soliplass diz:

    Tentativa de aprendizagem. A inveja (esse grande ressabiamento dos fracos) e o inconseguimento de conseguir um cortejo de comentadores assim. Quando era novo e incauto duvidei da frase «cada qual só tem o que merece» mas ali confirma-se.

  8. Se me permitem, mais um exemplo de como tudo vai mudar com António Costa. Mas se o Luís resume isto à escolha entre o mau e o horrível, concedo: talvez isto seja apenas mau.

    http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/candidatos-excluidos-de-concurso-contestam-nomeacao-de-aida-tavares-no-sao-luiz-1685312?page=-1

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