Always pick a house with baby clothes hanging out

ADVICE TO A TRAVELER

I

Trekking in Asia, spending nights in odd dwellings, in

granaries, cabins, shacks-timber abodes whose thin

squined windowpanes harness the world-sleep dressed,

wrapped in your sheepskin and do your best

always to tuck your head into the corner, as

in the corner it’s harder-and in darkness at that-to swing an axe over your

heavy, booze-laden gourd

and to chop it off nicely. Square the circle, in short.

[…]

III

Always pick a house with baby clothes hanging out

in the yard. Deal only with the over-fifty crowd:

a hick at that age knows too much about fate to gain

anything by attempting to bust your brain;

same thing, a squaw. Hide the money in your fur coat’s

collar or, if you are travelling light, in your brown culottes

under the knee-but not in your boots since they’ll find the dough

easily there. In Asia, boots are the first to go.

[…]

Joseph Brodsky, Advice to a Traveler (na íntegra aqui)

Sobre soliplass

email: friluftogvind@gmail.com
Esta entrada foi publicada em Uncategorized. ligação permanente.

10 respostas a Always pick a house with baby clothes hanging out

  1. Que interessante. Julguei que conhecia quase tudo do Brodsky, mas isto não recordo. E este, veja se conhece:

    https://nishsrivastava.wordpress.com/2012/09/24/the-butterfly-by-joseph-brodsky/

    Só o encontrei neste link e na New Yorker a pagar. Os poemas dele estão pouco online, o que é pena.

  2. soliplass diz:

    Esse creio que não o conhecia. Ou se o conheci algum dia caiu no esquecimento; pelo que agradeço o link onde o fui ler.

    Este, de que publiquei o excerto, está publicado em Português no “Paisagem com Inundação” da Cotovia: http://www.wook.pt/ficha/paisagem-com-inundacao/a/id/12313997. Creio (tenho o livro na casa aí em Portugal pelo que agora não posso confirmar) que se o intitularam de «Se viajares na Ásia». Essa versão portuguesa tem (se não me falha a memória) no prefácio ou nota introdutória uma frase de Brodsky que vale quatro vasilhas de bíblias e dois vagões de corões; e se não me engano reza assim:

    «Não ler livros é um crime; que os indivíduos pagam com a sua vida e os povos com a sua história.»

    Não sei se você concorda com ela; mas porque cheiraria a enxofre a todo um Conselho de Estado de cavaco, já tem montes de séxápil.

  3. soliplass diz:

    E já agora, retribuíndo o seu link, conhece o Forest of Europe que Derek Walcott lhe e dedicou de onde destaco isto?

    He saw the poetry in forlorn stations
    under clouds vast as Asia, through districts
    that could gulp Oklahoma like a grape,
    not these tree-shaded prairie halts but space
    so desolate it mocked destinations.

    Who is that dark child on the parapets
    of Europe, watching the evening river mint
    its sovereigns stamped with power, not with poets,
    the Thames and the Neva rustling like banknotes,
    then, black on gold, the Hudson’s silhouettes?

    Ou todo aqui, no Google Books:

    https://books.google.no/books?id=PbrqAgAAQBAJ&pg=PT249&lpg=PT249&dq=derek+walcott+the+parapets+of+europe&source=bl&ots=-WzEdxnAY1&sig=cascVtjuvOMVVY07W4rAPOSFkgs&hl=pt-PT&sa=X&ei=gZTsVN_9J4TJPO69gNgE&ved=0CCQQ6AEwAQ#v=onepage&q=derek%20walcott%20the%20parapets%20of%20europe&f=false

  4. Lindo, o começo. Vou pegar na colectãnea Faber do Derek Walcott que tenho em casa, em que já não agarro há anos. Pode ser que lá esteja esse.

    Mas, por falar nisso, lembro-me de um artigo memorável que o Brodsky lhe dedicou, e que não sei se está no Less than one, ou no On grief and reason. Vou tentar encontrá-lo.

  5. Pingback: Brodsky, Heaney, Walcott. | vida breve

  6. O artigo pode ser memorável, a minha memória é que não presta, como verificará no meu estaminé.

  7. soliplass diz:

    Mas se é para garimpar frases daquelas vale bem a pena que a memória nos atraiçoe de vez em quando. Obrigado por a publicar.

    E ao mesmo tempo quanto o invejo de poder ir confirmar e reler às estantes ao fim do dia. As minhas estão aí nessa ponta da Europa, é mais difícil deitar-lhe a unha.

  8. Use um kindle :-). Mas, por outro lado, até eu que não me considero sentimental estou a regressar ao papel. É outra loiça.

  9. soliplass diz:

    Mantenho-me fiel ao papel. Não é apenas gostar do papel ( e quando encontro destas coisas, ou um alfarrabista amigo o oferece, não encontro forma de não gostar: https://ancorasenefelibatas.files.wordpress.com/2011/02/2011_0210fotos0044.jpg). Gosto de lembrar em cada livro o sítio do mundo onde foi comprado, onde foi lido, quem o vendeu, etc. Isso é o cada um. Depois há o conjunto. E aí, pegando no famoso texto de Borges e mudando o trocando o vocábulo «imágenes» pelo vocábulo «libros», teríamos isto que certamente ele próprio subscreveria apesar de o ter escrito originalmente usando «imágenes»:

    “Un hombre se propone la tarea de dibujar el mundo. A lo largo de los años puebla un espacio con libros de provincias, de reinos, de montañas, de bahias, de naves, de islas, de peces, de habitaciones, de instrumentos, de astros, de caballos y de personas. Poco antes de morir, descubre que ese paciente laberinto de líneas traza la imagen de su cara.”

    Continua a fazer sentido não é?

  10. O alfarrábio é um achado.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s