Do farfalhudo

 

A fotografia é real e faz parte do espólio do museu de Oslo. Foi publicada na edição de 4 de Novembro do Aftenposten.  Even Gaarder, Guarda Real Norueguesa (de um rei sueco à altura), que era precedido deste imponente bigode. Idos de 1895.

Passou um século e picos desde o bigode de Even. Foi, para mim e muito pessoalmente, até ontem, o superlativo do farfalhudo. Porque ontem, meus senhores, senhoras e meninas, apareceu algo que lhe que o ultrapassa em magnificiência e envergadura d’asa: uma edição em inglês do Insurgente.

Insisto na boa notícia porque era uma pena que se perdesse aquela fossa do pensamento se confiada apenas a língua de cafres meridionais. Assim imortaliza-se, confiado a língua franca. É só esperar por um Shakespeare que à beleza do raciocínio dedique um soneto 60:

And yet, to times, in hope, my verse shall stand, /Praising thy worth, despite his (time) cruel hand.

Ou um Alfred de Vigny; a cogitarmos no capitão do tal navio tinha descoberto uma nova constelação. No último momento, bouteille à la mer com os papéis que dão fé da descoberta. O capitão, sorri, os versos comandam:

Que Dieu peut bien permettre à des eaux insensées / De perdre des vaiseaux, mais non pas des pensées;

 

 

Sobre soliplass

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