Boas ideias onomásticas e toponímicas

 

Ora cá está uma boa ideia: aeroporto de Lisboa que já não se vai chamar Humberto Delgado mas sim Ricardo Salgado

Cá por mim também acho que deveríamos preservar de forma mais cuidadosa o nome dos nossos maiores associando-os a lugares, instituições ou infra-estruturas. Porque não uma universidade Miguel Relvas? Um prémio literário Sousa Lara? Ou um prémio de jornalismo Helena Matos? Uma auto-estrada Jorge Coelho? A ponte Vasco da Gama há muito que deveria ostentar o nome de Joaquim Ferreira do Amaral. A ponte do Feijó o de Manuel Dias Loureiro. Um banco José Oliveira e Costa, porque não? Um heliporto Tecnoforma não nos evocaria páginas gloriosas da nossa história colectiva que de outra forma serão relegadas para simples poeira dos tempos? E quem raios era o Caldas? O largo da sede do CDS-PP não se chamara melhor Largo Jacinto Leite Capelo Rego?

Que muito mais bela e carregada de simbolismo seria a cidade do porto com um Mercado de Fruta Jorge Pinto da Costa. E Lisboa com um estádio João Vale e Azevedo. Porque não baptizar um voo regular da Tap Lisboa-Rio por rota Duarte Lima? Um troço ferroviário por… Ferrovia Manuel Godinho? E um centro de pescas Armando Vara? Uma torre de controle de tráfego aéreo por Torre de Controle Vitor Constâncio? Uma instituição de solidariedade social por Casa de Beneficiência Vitor Gaspar? A efígie de Miguel Macedo (a dourado) em cada passaporte concedido? Um submarino chamado Paulo Portas? Um  concurso de beleza Teresa Guilherme? E se nos motivos de orgulho do Porto consta um pavilhão Rosa Mota, porque não consta nos de Lisboa um Pavilhão Genro de Cavaco? E nas alturas da Guarda um Sanatório Carlos Peixoto – grande paladino contra a peste grisalha? …

É a coisa que mais me choca nos Passos Perdidos. Não haver retrato a óleo do Conde d’Abranhos. Ou, nas praças principais principais das nossas cidades, estátua.

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