Lex Eilifsen

O leitor desconhecerá provavelmente esta lápide. Encontra-se no cemitério Bekkelaget em Oslo e encima-a a curta frase: «pela verdade e pelo Direito». Gunnar Eilifsen foi de facto pela verdade e pelo Direito mas… quando era já um pouco tarde. Tinha sido membro do partido NS, aceitou continuar em funções ao serviço do governo fantoche de Quisling, por sua vez fantoche de Hitler. O seu nome associa-se a uma lei, a denominada Lex Eilifsen. Foi feita de propósito para ele quando, chefe de polícia em Oslo ao serviço do governo fantoche dos alemães, apoiou os seus homens que se recusaram a ir buscar umas raparigas norueguesas para trabalhos forçados.

Quando foi preciso condená-lo por isso, a ordens do representante de Hitler, não se encontraram leis na ordem interna do país que o permitissem. Foi absolvido no primeiro julgamento. Não se dando por contente Terboven – o representante de Hitler-, foi então ordenado ao ministro da justiça Sverre Riisnæs que fizesse uma. Foi com essa que foi condenado no julgamento seguinte, e, na alvorada do dia posterior, executado. A 16 de Agosto de 1943. Quisling, o primeiro-ministro fantoche, só a ratificaria três dias depois.

Ao mesmo tempo iniciava-se a Aktion Polarkreis. Agentes da polícia de todo o país foram presos por agentes alemães e obrigados a prestar esclarecimentos quanto à sua lealdade à “causa” nazi. Esclarecimentos que não devem ter sido muito satisfatórios já que cerca de 300 acabariam no campo de concentração de Stutthof na Polónia e cerca de outros trezentos no campo de Grini nas imediações de Oslo.

Um destino trágico portanto, quando a vida (em anos e meses anteriores) parecia correr bem. A história da Lex Eilifsen, lembra um pouco (quando tudo parecia correr bem nos anos e meses anteriores) isto. Os do Económico são agora, como o outro da lápide, por direitos laborais…

 

 

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