Bach, Gould, arrancar notas

 

(…) “Quando está em reflexão, Mexia fecha-se no gabinete, de onde mandou retirar os reposteiros que o tornavam demasiado pesado e pouco funcional. Liga a aparelhagem para ouvir Bach, de preferência interpretado por Glenn Gould, “o mais genial de todos os pianistas, depois da minha mulher”, sublinha. “Não há como a música de Bach para ajudar a pensar e tomar decisões”, sugere o ministro.

A música é a maior paixão deste economista com queda para as artes e com um elevado sentido lúdico da vida. Praticava equitação e gostava de andar de mota, mas acabou traído pela coluna, sendo obrigado a trocar esses passatempos pela natação. Mas a música tem um papel fundamental na sua vida. “É muito ecléctico e vanguardista nos seus gostos.” Há uma dúzia de anos, quando em Portugal ainda poucos tinham ouvido falar na islandesa Bjork, já o “Antoninho” era admirador da cantora, conta um amigo de infância. Casado com Maria do Carmo, pianista, o ministro diz que “é um luxo chegar a casa, pôr a chave à porta e ouvir a mulher arrancar notas ao piano de cauda colocado na sala”.

In Mexia, O bom rebelde. Uma das páginas mais comoventes da literatura portuguesa.

(com agradecimento e vénia ao bom Herdeiro)

Sobre soliplass

email: friluftogvind@gmail.com
Esta entrada foi publicada em Uncategorized com as etiquetas , , , . ligação permanente.