Um dos melhores cronistas nacionais

 

(foto sorripada a Amadeu Baptista)

Daniel Abrunheiro: Da arte do chá

Parece que a última Convenção do Bloco (dito) de Esquerda ofereceu ribalta a uma farsola triste: a da assuada de que foi alvo a delegação, aliás convidada, do Syriza. Achei mal os apupos como o caraças. Para mim, ninguém lhano, ninguém gentil, ninguém cordato, ninguém bem educado – humilha, achincalha, indispõe &/ou enxovalha a quem, chamado por alguém, à casa de alguém acede. Os meus Pais sempre me inculcaram a evidência de ser o gesto a valer a mão, não o anel a valer o dedo. Catarina: o que aos gregos fizeram (pelo menos parte dos bloquistas com assento na plateia), justapõe duas em uma palavra só – má-criação. Não tem a ver com esquerda. Não tem a ver com direita. Não tem, sequer, a ver com política. (…)

A meu ver, um dos melhores cronistas nacionais; interventivo, desobediente, inventivo.

Que cronico-publique num obscuro jornal de província, é talvez – no país/mundo curral de machos d’almocreve e bordel de moços de fretes em que a imprensa de referência anda caída – é talvez, diria eu repetindo, a melhor das homenagens.

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