Utilidades e inutilidades da nyperose, “a sentinela dos caminhos”.

A espécie de rosa bravia a que aqui chamam nyperose – a mesmíssima de um post abaixo – era tradicionalmente também uma fonte preciosa de vitamina C. O seu fruto, que fica imediatamente abaixo das pétalas, depois de expurgado das sementes, pode ser usado como compota, ou, depois de seco, como chá.  Deu também, em tempos antigos origem a uma lírica e belíssima designação (por ser frequentemente encontrada ao longo de estradas): a sentinela dos caminhos.

Por rimar com marinheiro ou marujo (matrosen) a rosa bravia (nyperosen) permitiu também a Gunnar Reiss-Andersen os versos da primeira quadra do poema Vento [Vinden] – em År på en strand, publicado em 1962 – em que o vento é designado por marujo azul, o tal que vem de longe, desde o Mar Vermelho (para bailar com) até à rosa bravia. Assim (os tesouros que eu vos desencanto) aparece na página dessa primeira edição:

 

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* desculpem estas minudências, rosas bravias, fotos de papéis velhos, mas como não tenho profiteroles que deixe no prato para vossa iluminação e benefício, compreenderão decerto…

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