finalmente férias do empata-fodismo briguento

Envergonha. Depois de treze dias de férias no rectângulo regresso ao trabalho e aos turnos de doze horas (ou mais, é calhá-las) com a sensação de ir de férias. Por morte de meu pai e doença e desamparo de minha mãe, há que dar andamento a uma série de assuntos práticos, papeladas, burocracias. E em todo o lado se encontra um mau semblante, uma resistência, um labirinto qualquer, mais um papel requerido. O tom de nos estarem a fazer um favor. Horas de espera e agonia – com taxímetros perto a pastar em vida e bolsa alheias… Em meios de província, são quilómetros infindos; haja dinheiro prá gazosa, paciência para tanta dificuldade. Há algo de genial na construção destes labirintos, na invenção de tanto e tão bom para lixar a vida ao parceiro. É desporto antigo, instituição sedimentada. E fonte de um prazer sem igual. Quantas vezes, dentro da família que se subtrai ao dever e deixa o fardo mais oneroso nos ombros do mais parvo. Título que trago merecido desde que me conheço…

Curioso desporto o nosso; este empata-fodismo. A quezília. A questiúncula.  O parágrafo e a alínea da lei, a interpretação, apanhar o outro em falta, o, … pelo-contrário! Hoje dei por referência do Antologiacom este texto de antologia. Coisa triste, ainda que sobre o riso, e tão certeira.

Tivesse isto ficado pelo rectângulo…

Deve ser uma das ferrovias que oferece uma das paisagens mais belas do mundo. A linha Curitiba-Paranaguá. Obra de engenharia histórica, atravessando uma zona de floresta protegida, constitui também um importante canal de escoamento de mercadorias (produtos agrícolas do fértil Paraná principalmente) do interior até às instalações portuárias de Paranaguá. O Gazeta do Povo dedica-lhe hoje um artigo que vale a pena ler da autoria de Laura Bordin. Há ali um problema bicudo: como proteger o ambiente e o património histórico, a mais-valia que o turismo pode oferecer (há lá em baixo também a belíssima Morretes) e como revitalizar e agilizar uma ferrovia vital para a economia paranaense. Não apenas para a economia. Também para o eco-sistema da Serra do Mar, que não havendo linha férrea para o transporte de mercadorias sofre com a poluição do transporte rodoviário (milhares de camiões pesados que diariamente a atravessam), o meio mais importante hoje em dia.

Pois pasmem senhores, que uma, creio, senhora (Hannah Pia), achou por bem deixar o comentário (ensaboadela) à jornalista que transcrevo: “Laura Beal Bordin, a ferrovia é PARANAGUÁ-CURITIBA e não Curitiba-Paranaguá, pois começou a ser construída para unir o porto à capital. Corrija !”

Deve ser mais ou menos o equivalente a afirmar que não é a quarta-feira que está no meio da semana mas a semana à volta da quarta-feira. Se não tem costela portuguesa parece.

Sobre soliplass

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