A minha pasta

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Já passou semana e tal sobre o escândalo da Wikileaks, a poeira assentou. Volto a um livro de 2011 de Jon Michelet. O «Mappa mi», título que, traduzido, daria «A minha pasta». Ou, «O meu ficheiro».

Jon Michelet deixa à Noruega uma herança literária preciosa, com os seus vários romances entre os quais o monumental romance histórico (já vai no quinto volume) sobre os “marinheiros de guerra” que já aqui mencionei, e a que alguém chamou “um monumento cintilante.” Mas deixa também, com este «Mappa mi» um enorme motivo de embaraço. Por ser activista de esquerda foi durante anos sujeito a vigilância política. A partir de meados dos anos setenta, a quatro anos e meio de escutas telefónicas ilegais. No «Mappa mi» comenta esse conjunto de documentos produzidos pela polícia num exercício que é confrangedor de ler. Um rol de irrelevâncias e imbecilidades, de incorrecções e ninharias.

Creio que será também esse o destino dos ficheiros de vigilância a que se refere a Wikileaks. Revelar que se tratou principalmente de uma forma alocar recursos públicos para pagar salários de parasitas, de providenciar ao futuro mais um motivo de embaraço.

Sobre soliplass

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