que deus me perdoe – como diria a minha avó

 

 

leio no Duas ou três coisas:

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“Nas suas “Memórias Anotadas”, editadas postumamente na passada semana, José Medeiros Ferreira descreve assim a sua relação com o mundo da blogosfera:

(…) Trata-se de um exercício quotidiano sobre temas impessoais, as mais das vezes políticos. São oito anos de atividade constante cuja instantaneidade de publicação cria um sentimento raro do poder do autor enquanto editor universal. Essa nova forma de “edição de autor” é uma das razões do sucesso da blogosfera em que participo pelo mero prazer de comunicar o que penso sobre vários assuntos. Tenho a felicidade de me saber apreciado por espíritos estimáveis e atentos.
Bem dito!”
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No início de Setembro de 2010 Escrevia o mesmo Medeiros Ferreira em página (já não disponível) do Correio da Manhã:
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«Cavaco Silva fez esta semana um movimento de mestre: veio pressionar as moedas de troca, boas ou más, que constituem uma maioria na AR, a dotar o Estado de um orçamento aceitável no exterior, e adequado ao curto prazo no interior. Forçou assim a mão a Passos Coelho, que saltitava de comício em comício anunciando a crise orçamental em cima das presidenciais. Ora o melhor a partir de agora é o PSD virar a página do Pontal, começar a redigir a declaração de voto de abstenção na generalidade da proposta governamental e reservar-se para a batalha das emendas na especialidade. Sempre acreditei mais na cooperação táctica entre o PR e o Governo do que na cooperação estratégica, que era filha daquele encanto que a fortuna não deixa durar muito. Pois é de cooperação táctica que se trata na questão orçamental para 2011. Por isso ela funcionará. Mesmo que ninguém saiba ao certo quem cederá em termos de filosofia financeira. Mesmo que Cavaco, depois de se ter posicionado como mediador orçamental, admita no seu íntimo que os compromissos necessários para uma campanha triunfal possam requerer um diploma rectificativo para depois da reeleição presidencial. Ele sabe, melhor do que muitos, que a economia política muitas vezes é sobretudo política. Passos Coelho ou aprende depressa ou já não estará cá para a lavagem dos cestos.»
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Nunca consegui apreciar coisas do género da que se transcreve, ou do geral da restante prosa de Medeiros Ferreira; talvez por não ser suficientemente um espírito estimável e atento; talvez por considerar que não há que misturar a arte de pastelaria com a discussão da coisa pública.
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Sobre soliplass

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