Édouard Louis

Resultado de imagem para En finir avec Eddy Bellegueule

Sem sucesso procurei esta tarde este livrinho em Charles de Gaule no pouco tempo que a escala em Paris permitiu. Nicles. Népia.

Mas, pelo que li no Guardian, a coisa promete:

“in my childhood, there were no books. My parents have never read a book in their lives; there wasn’t a single book in our house. For us, a book was a kind of assault: it represented a life we would never have, the life of people who pursue an education, who have time to read, who have gone to university and had an easier time of it than us.

As for school itself, that experience had driven my parents out of the education system and denied them access to culture at the age when middle-class children were just beginning their studies. Culture, the education system, books had all given us a feeling of rejection: in return, we rejected them. If culture paid us no attention, we would have our revenge. We despised it. It should never be said that the working classes reject culture, but rather that culture rejects the working classes, who reject it in turn. It should never be said that the working classes are violent, but rather that the working classes suffer from violence on a daily basis, and because of that they reproduce this violence by, for example, voting for the Front National. The domination comes first; those in positions of dominance are always responsible.”

Ou, na entrevista ao Paris Review: The State of the Political Novel: An Interview with Édouard Louis.

Sobre soliplass

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3 respostas a Édouard Louis

  1. Tenho isso na calha, tal como o Hilibily Elegy. As entrevistas do miúdo (e é um miúdo) são impressionantes. Por cá é mais “Malik, amor e desencanto na faculdade de letras”, ou “Por quem choram os rodovalhos”. Sete anos de crise assolapada para depois ir um gajo à Coreia do Norte e trazer de lá um folheto turistico e ainda lho publicarem…

  2. soliplass diz:

    Se fosse eu a si registava a patente desses belíssimos títulos: “Malik, amor e desencanto na faculdade de letras” e “Por quem choram os rodovalhos”. Ou ainda alguém se apropria indevidamente deles. Não só por serem belos e sugestivos; títulos desses e metade da narrativa está feita…

  3. Fazia milhares, é um talento natural. Se calhar devia ir para editor del corazon.

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