Fátima, polémicas, impostos, alívio

 

Em restaurante provinciano e em hora tardia, entram peregrinos de  rumo a Fátima, com, coisa que recai que nem jinjas sobre algumas tias de cabelo oxidado, farpela de exploradores montanhosos.

Involuntáriamente (não consegui controlar a coisa) desato a rir sózinho. Não é por má vontade, por escárnio, por ateísmo jacobinista, essas coisas… tem a ver com as minhas leituras de política escandinava…

Há duas ou três semanas atrás um deputado dinamarquês, foi apanhado no meio de uma polémica desconfortável. De forma quase inocente e involuntária Joachim B. Olsen disse o óbvio ao jornal de economia e finanças dinamarquês Børsen (bolsa); que o Lotto (o equivalente escandinavo ao nosso totoloto ou euromilhões era (mais) um imposto para gente estúpida : “Lotto er en skat for dumme mennesker”. E a polémica (no geral, seja na Dinamarca, seja onde for, particularmente virulenta sempre que se diz o óbvio) estalou nos media dinamarqueses.

Ali no restaurante, vendo entrar os peregrinos, desata-se o riso porque me ocorre que deve ser um alívio os deputados portugueses não terem o dever de se pronunciar sobre o fenómeno de Fátima. Um que outro poderia cair na tentação (à imagem de Joachim B. Olsen) de dizer o óbvio. E de polémicas, já basta o que basta.

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Sobre soliplass

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