o mais difícil dos dias

Sentindo o correr das lágrimas, sozinho, ao lado da cama do hospital onde quase jaz, ainda lhe pude ontem acariciar a fronte, a pele pálida e sardenta, os cabelos ruivos. O mesmo rosto que acariciei no berço. A minha irmã. Apenas viva por suporte artificial.

Quis ontem dar à minha mãe mais um dia feliz de ver-me acompanhado com a minha mulher, jantar com ela, que tivesse uma última noite de sono descansado. Não lhe contei. Hoje, tenho que lhe dizer que a sua menina não sobreviverá.

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Sobre soliplass

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3 respostas a o mais difícil dos dias

  1. acabo de te desejar, noutro postal teu, que a vida te seja gentil, por não ter conseguido escrever primeiro aqui.

    tudo tão junto: pai, mana.
    mas sim, és gentil com a tua mãe, concedendo-lhe esse momento, seguramente um sorriso.

    para ti, um abraço.
    força, sabemos que tens 🙂

  2. soliplass diz:

    Obrigado a ambas. E um abraço.

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