Head and shoulders

Vou lendo aqui da minha estranja de marinheiro e vagamundo novidades da feira do livro na luminosa Lisboa. Onde quase nunca vou – como é próprio de guitarras a funerais. Mas (e citando o bom povinho), quem não tem perro caça com gato, concomitantemente (esta palavra é bela) faço feira onde me encontro e onde dou com alfarrábios novos ou velhos. Nos perdidos e achados da caridade (ali na loja do exército de salvação em Sankthanshaugen) ou na sempre cordata e barateira Lesart sita na mesmíssima cidade onde vi construir, navegando-lhe ao lado no atracar e desatracar (juro), os submarinos de Jacinto Leite Capelo Rego.

Na barateira e cordata Lesart colhi hoje a três euros e picos o volume as short stories de Fritzgerald da Scribner e o Jonh Bainville a escrever com Benjamin Black «A Death in Summer» da Picador.

Tinha saudades deste conto (um dos primeiros publicados – em 1920) que abre a colectânea de Fritzgerald, o «Head and Shoulders» e do personagem Horace Tarbox; transcrevendo a maravilhosamente satírica abertura do conto:

“Head and Shoulders”

“In 1915 Horace Tarbox was thirteen years old. In that year he took the examinations for entrance to Princeton University and received the Grade A–excellent–in Caesar, Cicero, Vergil, Xenophon, Homer, Algebra, Plane Geometry, Solid Geometry, and
Chemistry.

Two years later while George M. Cohan was composing “Over There,” Horace was leading the sophomore class by several lengths and digging out theses on “The Syllogism as an Obsolete Scholastic Form,” and during the battle of Chateau-Thierry he was sitting at his desk deciding whether or not to wait until his seventeenth birthday before beginning his series of essays on “The Pragmatic Bias of the New Realists.”

After a while some newsboy told him that the war was over, and he was glad, because it meant that Peat Brothers, publishers, would get out their new edition of “Spinoza’s Improvement of the Understanding.” Wars were all very well in their way, made young men self-reliant or something but Horace felt that he could never forgive the President for allowing a brass band to play under his window the night of the false armistice, causing him to leave three important sentences out of his thesis on “German Idealism.”

The next year he went up to Yale to take his degree as Master of Arts.”

Confesso que com mais saudades fiquei ontem ao ler a notícia do acontecimento que origina o post do Ladrões de Bicicletas referido num post abaixo.

A notícia do DN, reza, às tantas, do seguinte modo:

“No painel sobre a reforma do sistema político e eleitoral, o outro orador foi o professor catedrático e ex-deputado do PSD Manuel Meirinho que recuperou o modelo que já apresentou por diversas vezes e que aponta o caminho do voto preferencial conjugando um círculo nacional com círculos de base local (mais pequenos que os atuais), mas sublinhou a multiplicidade de propostas nesta área.”

Lembro-me eu, que ando pelo mundo há uns anos, que numa tarde de 2008 no exterior de um anexo do parlamento, há quase uma década portanto, de ouvir o professor exprimir (a André Freire) preocupadas considerações sobre o baixo índice de aprovação da democracia portuguesa pela parte dos eleitores. Na aparência, a coisa (preocupação) não o impediu de se candidatar e ser eleito deputado aquando das penúltimas legislativas nas listas de um partido que formou governo. Ou, mais própriamente falando, um dos mais abjectos governos de que há memória na história recente da doce pátria. E de abandonar o cargo em seguida. Provavelmente para melhor reflectir nalgum tipo de proposta que melhore a confiança do eleitor no sistema, e a relação entre o representante e o representado. Isto, não lhe por baixo da janela banda de metais… coisa que aconteceu ao curioso personagem de Fritzgerald,

Wars were all very well in their way, made young men self-reliant or something but Horace felt that he could never forgive the President for allowing a brass band to play under his window the night of the false armistice, causing him to leave three important sentences out of his thesis on “German Idealism.”

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Sobre soliplass

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