Soliplass utilitário

telhado destelhado

Esbanjada a vida em inutilidades, excepções há; ontem ajudei a destelhar o telhado de um amigo que casa antiga de seus pais recupera. Torreira do sol e muito vespeiro activo, como activíssimas andavam as senhoras suas inquilinas vespas, também conhecidas como “as da farda amarela”, ou “companhia de lanceiros nº 1”. O animal mais valente do mundo, que, quando aparece, outro remédio não há que dar às de Vila Diogo. [Porém o «Diccionario de Uso del Español» de Marta Moliner é um pouco mais claro. Na entrada «Villadiego», diz: «coger [tomar] las de Villadiego. Por alusión a las alforjas que se fabricaban em esta población, marcharse de un sitio precipitadamente ó huyendo.»]

E, já a horas tardias e sombreadas, lendo o bom Daniel, dou com a caixa de comentários a rezar por conseguinte:

Adelino Ferreira said…

Estou estou :)) desde que conheci este espaço já lá vão uns tempos (por um marinheiro com sede em Oslo e com blog que sempre visito e a quem nunca dirigi palavra) que aqui venho beber as crónicas do Daniel.
Sempre que o leio vem-me à memória um escritor/jornalista falecido recentemente.

July 20, 2017 at 6:12 PM

Daniel Abrunheiro said…

Sinta-se sempre bem-vindo, Adelino. Muito grato pelas suas palavras. E o “marinheiro com sede em Oslo”, idem.

July 21, 2017 at 2:31 PM “

Se aquele marinheiro com sede em Oslo sou eu, o mesmíssimo destelha telhados à torreira, ganhei o dia e talvez o título que encima o post. E porque a vida não são só trabalhos e utilidades, assim que terminar este café da manhã que aqui meio espera a meu lado, vou fazer dedicar a manhã ao aparentemente inútil. Na mesmíssima r6 pinacle das estradinhas de Schleswig-Holstein vou de Santarém a Alcanhões e de lá plo Pombalinho bordejando milharais até à Golegã, ver a ponte da Chamusca, vir por í a baixo desabrido por Vale de Cavalos quiçá que a outra cavalgadura bi-rodada não negará passagem, e perfumar as narinas com meloais de Alpiarça. Outra das minhas voltas paraíso-ciclísticas. Encorajado plas boas-vindas do Daniel, vou ali já volto a ver se gosto tanto desta terra como ele. Gostar das coisas, parece-me, é uma forma de utilidade.

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Sobre soliplass

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2 respostas a Soliplass utilitário

  1. É mesmo!
    Fosse eu a mandar e o cronista tinha que ser mais produtivo 🙂
    O que é isso de destelhar telhados comparativamente com rachar lenha para um Inverno inteiro dum velho amigo livreiro?Nada!
    Acho até que na falta do ginásio da embarcação é um bom substituto.

  2. soliplass diz:

    Na rachação de lenha pelo menos não havia aqueles enxames de vespas que tinham domicílio no telhado. Por incrível que pareça conseguimos fazer o trabalho sem que ninguém fosse picado. Milagre. Ou ajuda do maçarico, já que com gado daquele tipo só o lume resulta…

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