Coisas não tão raríssimas assim

O escândalo da Raríssimas, dar-nos-à dois espectáculos tristes. Num primeiro momento mostrará as teias de cumplicidades do arco da governação, o parasitarismo das elites que conta séculos e não é de agora.

Num segundo, que já começou, um arremesso de acusações da esquerda à direita e da direita à esquerda, em que a verdade se perde, um pouco a lembrar a célebre passagem de McCarthy em All the Pretty Horses.

E disto tudo, daqui a semanas, restará como que a memória de uma luta de cães. Urros, gemidos, encarniçamento e poeira…  Um triste espectáculo. Até ao próximo.

Sobre soliplass

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5 respostas a Coisas não tão raríssimas assim

  1. Ler a página do All the Pretty Horses (que ainda por cima li, o livro, de ponta a ponta) fez-me de repente lembrar o estilo de Becket, e fiquei sem saber se era propositado, ou uma influência, ou nada disso. Tenho lido o teu blog com muita atenção, mas no telemóvel não consigo comentar por causa das passwords etc. Um abraço.

  2. soliplass diz:

    Não tenho essa possibilidade de comparação, nunca li Becket. Mais uma falha na educação, a juntar à outra de não ter visto o vídeo do Taveira.
    Estou em dívida para contigo, bem sei, mas a correria não para

  3. soliplass diz:

    Em Bruxelas agora, esperando o próximo vôo.

  4. Na minha contabilidade a dívida está do lado do lisboeta mole, decadente e pouco dado a cortar lenha sem ir parar às urgências de São José. Quanto a Becket: sempre me pareceu que era um pouco fetichizado, mas à medida que os anos passam começo a julgar que talvez tenha algo que não compreendo.

  5. soliplass diz:

    Eu de facto até fui a Lisboa aqui há tempos, podia ter telefonado, mas foi de fugida, um ir e voltar. E de repente. A meio de Setembro, Ruy Castro apresentava O Anjo Pornográfico (biografia de Nelson Rodrigues) na Fnac. Sou fã do divertido brasileiro desde que lhe li o Leitor Apaixonado num vôo do Brasil para a Europa. Mas o que me fez mesmo pegar na moto e rumar à capital a todo o vapor e decidido de repente, foi o livro ser apresentado por Ferreira Fernandes. O inchamento do bicho, estava até bem disposto (enfim, nada que afectasse demais a gravitas de um prìncipe de cronicas) apesar do luto da viuvez do 44, é um fartote. Foi dois em um: ouvir um escritor que admiro, e trazer o autógrafo na biografia, e rir-me do outro artista do arame. Que isto às vezes ser mauzinho é divertido.

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