Kjemppekuk – de como acidentes de tradução influenciam a estatística

Literalmente, «um gigantesco caralho» seria a tradução correcta do termo «kjempekuk», com que Karl Ove Knausgård classificava o romance de Stig Sæterbakken segundo o que nos afiança na página 464 do quinto volume do Min Kamp. Preferi, na altura, pelo tom mais coloquial, traduzir «kjemppekuk» por «grande caralho».

Esse acidente de tradução tornou o post um dos mais lidos aqui do Âncoras. Por obra e graça dos motores de busca, é claro. Sendo o tema do post – como título ““O grande “coiso-e-tal” de Knausgård e a liberdade de expressão” indica – a liberdade de expressão, ninguém aqui chega pesquisando esse tipo de liberdade, antes, a um dos muitos artigos de J. M. Fernandes ou Helena Matos. Au contraire, se se buscar «o grande caralho», logo a primeira página do tio Google aponta esta modesta casa, cujo propósito de existência não é o de escandalizar as boas famílias.

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Sobre soliplass

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5 respostas a Kjemppekuk – de como acidentes de tradução influenciam a estatística

  1. Esta casa, pelo menos, não escandaliza, de todo. A linguagem – toda ela – serve para ser utilizada: pensada, dita, escrita. Devo acrescentar (não sei se ainda me lês) que gosto muito do Karl Ove Knausgård, já falei dele e do quanto me agrada a falta de deslumbramento (não sei dizer-te se não acho isto deslumbrante :)). Do que jamais gostei foi da hipocrisia, etc.

  2. A alheia, bem entendido.

  3. soliplass diz:

    É claro que o termo que ele usa, na cultura em que o usa, não é tão agressivo quanto o é transposto para português. Ali os termos de injúria e praguejamento são principalmente referências ao diabo e ao inferno.
    É bom o bom Karl. Tem, parece-me, escrito ultimamente bons livros (digo eu de os folhear somente, que edições novas em hardback são caritas). Ando à cata deles nos alfarrabistas, mas até agora népia.

  4. soliplass diz:

    Esta popularidade do post ao mesmo tempo dá-me vontade de rir por chegarem aqui pelos motores de busca. Começo a desconfiar que o tio Google já anda com a pulga atrás da orelha quanto àquela estória de que o tamanho não conta. A julgar pelas estatísticas cá da casa, andará mal contada…

  5. 🙂

    o titio guguel sabe perfeitamente que, sem buscas inteligentes, não há tamanho que conte (para nada 🙂

    logo,buscar tamanhos – wtf? – revela o óbvio: a net continuará eternamente a incluir lixo & luxo.

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