S. Valentim dos pobres

Sem correntes, tinha começa a nevar, habituado ao clima escandinavo, imaginei que passava. No pico, antes de França, o trânsito parado. Começou a ventar. Já estou tramado (pensei), de neve a gelo, com vento, é enquanto o diabo esfrega o olho. Às tantas, numa travagem mínima, o carro deslizou e foi bater na traseira de um Pajero. O tipo francês, dono do Pajero, ria, que não tinha importância. Ela ria também. Da minha cara, principalmente. «Mas ficou mais sério que bode embarcado.»

Com dinheiro para pouco mais que para o gasóleo, em Carcassone o mais barato dos hotéis, e numa rua arborizada, a mais barata das pizzerias que ofereceu refúgio do frio.  Tinto da casa e pizza a preços mínimos. Passados todos estes anos, hoje ao telefone, volta a falar naquele jantar do dia dos namorados, naquele sítio onde a levei, embaraçado, de carteira a pender para o vazio. Para ela, a cantar canções italianas da infância e a beber tinto barato, continua romântico o daquela vez em Carcassone.

Sobre soliplass

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Uma resposta a S. Valentim dos pobres

  1. mas esta preciosidade que acabas de recordar, caro S., é o único Valentim de verdade, e não creio que seja necessário acrescentar nem mais um real, um €, seja lá o que for 🙂

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