Se não morresse matava-o

Na sala de fumo do aeroporto, um velhote alemão nota nas costas do empregado de limpeza a sigla da firma ISS. Diz que é a mesma da organização extremista árabe. E comenta, levando a mão em navalha ao pescoço “they kill you”. Não faz diferença, digo eu, temos que morrer um dia.

Conto a história velha do homem dos Amiais de Baixo a quem o mal, ou a peste, tinha matado o porco. Encolhendo os ombros, dizia “nã fá mal. S’ele nã morresse matà-vò eu!”

O velhote ri. Depois de alguma conversa, pergunta porque é que aqui anda tudo com ar zangado e chateado, encontrou poucos como eu, que rissem ou sorrissem.

Sobre soliplass

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3 respostas a Se não morresse matava-o

  1. Ciaro que quando se fala de velhinhos alemães é difícil não os imaginarmos logo a divertirem-se imenso atirando bebés para fornos crematórios. Isso é que eram bons tempos, havia alegria, a juventude não era molenga como hoje. E o que eu sofro para conseguir comentar nestas páginas? Deviam dar-me uma comenda pelas passwords perdidas nas nuvens e esquecidas nas asas do vento, como diria a imortal Linda Martins.

  2. soliplass diz:

    Aquele estava bem disposto e palrador; não garanto que não tivesse já meia dúzia de super bocks no fole por acompanhamento do almoço, que é pecado comum nas gentes teutónicas.

    Isso comendas, só por esquecimento frente às comissões parlamentares de inquérito e só no relativo a negócios de vulto e gestão de excelência… agora por passwords?

  3. soliplass diz:

    É claro que o velhote me estava a ver bem disposto porque me apanhou na partida. Se me tem apanhado um dia antes andava como os outros de cara fechada. Tinha comprado um tractor e umas alfaias nas últimas férias, deixei tudo acertado para me ser entregue há duas semanas, qual coisa… entregaram-me o material quase à hora de partida. Tinha planejado podar as oliveiras e dar uma corrida de escarificador nas terras a atrasar o mato, que é tempo agora, nicles. Resultado, não fiz em duas semanas um caralho que jeito tivesse. Um melão que só visto, rogar pragas até mais não.

    Não sei se o azar é meu, mas ao chegar aí, um não está, o outro já vem, prá semana, depois do feriado, mais um papel, a diretôra ainda não assinou, pra venderem um parafuso é preciso o número de quadro do veículo, puta que pariu!

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