Soliplass bovino

E ao que vi fazerem aos bichos na arena contraponho as centenas de rezes que vi serem abatidas em matadouros. Os dias de espera num cubículo, o cheiro a morte e a podre e a vísceras cozidas, o avançar por corredores frios e enlameados, rumo à pistola pneumática e ao espigão de aço que há-de quebrar o osso do crânio. Ao ritmo de vários animais espaçados de segundos. Horrorizam-se as gentes com a crueldade? Experimentem ver funcionários de matadouro, comerciantes de gado e magarefes… ao touro de lide concede-se ainda duas coisas preciosas: tempo e igualdade.

Fosse eu touro escolheria a morte na arena, não a que vi nos matadouros. Mas isto sou eu que me horroriza particularmente a navalhada à traição e o esquecimento…

Sobre soliplass

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3 respostas a Soliplass bovino

  1. Diogo diz:

    Perfeita palhaçada.

  2. Leitor diz:

    Não diria melhor. Tenho um familiar que trabalha no abate e não é actividade para pessoas urbanas de estômago e temperamento sensíveis.

  3. soliplass diz:

    Sim, cruel e desumano em último grau é aquilo. Mas como não está à vista, ou convenientemente escondido…
    Não que eu ache que se acabarem as touradas se perde grande coisa. Nem nada me move contra os que acham (com razão) que é um espectáculo bárbaro e desnecessário. A abjecção pela crueldade e dor desnecessária sempre é um melhoramento Mas que há pior que aquilo por aí, isso há…

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