como pêche na auga

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Na livraria de usados Lesart, sita na Ziegelteich 14 em Kiel, cidade alemã aberta ao Báltico, no escaparate dos livros em inglês, a parte inferior é dedicada a uma infinidade de línguas. Era aí, nesta manhã pluviátil nevoenta e plúmbea, que se encontrava a obra do escritor e nosso compatriota Gonçalo M. Tavares vertida para uma língua que não reconheci imediatamente, amparada pelo Otages Intimes de Jeanne Benameur e pelo Jokeren de Lars Saabye Khristensen. Foi grata surpresa; desconhecia que G. M. Tavares era também castigador de prelos para cá do Elba.

Trouxe os Otages e Jokeren e deixei o de Tavares de bem curioso título (Przypadki Lenza Buchmanna). Não antes de abrir objecto, de o sopesar e folhear – confesso que com algum carinho. Estar vertido numa língua que desconheço não deixou de me suscitar um sorriso de agrado, uma estranha empatia. Dos (poucos) livros de G. M. Tavares, que apenas tenho folheado distraído em aeroportos e galpões similares – por coincidência sempre dados à estampa em português-, nenhum outro suscitou tanto a vontade da compra ou posse. Nem tão boa desculpa por ser ilegível.

 

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