O castelo, a paisagem e o cheiro

Neuschwanstein. Outono, viagem de Munique, tempo claro. Ventoso, na auto-estrada saraivadas de folhas douradas arrastadas dos bosques compunham um cenário de filme.

Depois, já em estrada local, a paisagem inacreditável, o vale, as montanhas ao fundo, os lagos, o castelo. Tudo se conjugava para a viagem perfeita, o período ideal do ano para admirar uma das mais celebradas paragens do mundo. Quase tudo, enfim…

Era também a altura do ano em que se fertilizavam os solos com estrume. A visita ao castelo, a natureza circundante, a estadia num chalet de madeira de bonita construção, tudo era vencido por um cheiro a merda de vaca a que nada, nem janelas nem paredes, parecia obstar.

Apresentaram-nos hoje uma paisagem parasidíaca, arquitectura orçamental e financeira de génio. Protestam uns e outros e outros ainda

Para a maioria, público em geral ou outra designação qualquer, tal como eu em Neuschwanstein, impotente de alterar o que quer que fosse, resta voltar costas ao assunto e tentar ignorar a ubiquidade do cheiro a merda.

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