Distâncias, lições campónias

Há anos, censurava-me um colega por não o ter defendido. Em bar alemão, estando o navio em doca e desandando o pessoal prá cidade, pela enésima vez, deu-lhe pra cobiçar a mulher do próximo, para ele sempre as mais atraentes, topo da escala.

O alemão que acompanhava a beldade e não esteve plos ajustes, arranjou-lhe lavoura (justíssima) na tromba com uma caneca de cerveja que só visto. Vi-me censurado depois por não ser guardião da ordem e da justiça e só não me vi declarado culpado e inimigo porque lhe omiti a opinião sincera: que a rápida sentença e execução da pena pelo outro tinha sido justa e pedagógica.

No navio onde trabalho, estranham sempre que eu não participe nos jantares de natal ou nas festas de tripulação, preferindo ou a costumeira ida ao ginásio ou a leitura de um livro.

Explico e desculpo-me com a criação de rapaz do campo; há duas coisas de que é prudente guardar uma certa distância: de animais no cio e de árvores em queda.

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