Coisas que ainda se encontram

A caminho de ir comprar duas torneiras (as outras pingavam) páro no café. Magro e reformado, um conhecido por ali parte do dia. Atiro-lhe em língua da nossa: queres buêr?

Quero! Vá lá atão!

Dá palmada no baclão.

Ó c’hopa!… deita aí um bagaço!

Salta a garrafa sem rótulo do esconso, o líquido transparente. Ainda se encontra. Com um balanço de cabeça, de um trago, canaliza goela abaixo, e faz um áhahahaaaá…

Depois mira as paredes de dentro do copo, as micro-gotículas de aguardente que restam e diz-lhe incriminando-a:

Ah malvada! … que dás cabo de mim!

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